sexta-feira, 17 de novembro de 2006

O Ano em que Meus Pais Sairam de Ferias (****)


Durante a mostra estava conversando com um amigo sobre o "resurgimento" dos filmes nacionais, seus temas e suas estéticas. É engraçado como o povo ainda tem preconceito de nossa produção,e com motivos, pois em todas as vezes que algo era lançado tentavam impor uma estética para individualizar nosso cinema, e que nada tinha a ver com a população, ou era (e alguns continuam sendo) uma novela global e 2 horas.
Graças a deus este ano consegui ver 3 filmes de imensa qualidade e que não caem na besteira de tentar se impor como um produto "nacional" a qualquer custo e conseguem traduzir o que melhor esta acontecendo no cinema mundial, não só americano (acalmen-se pseudo-comunistas de plantão) para nossa terra tupiniquim. E "O Ano" é o melhor deles.
É o melhor porque o tema é sinceramente brasileiro. Em palavras rebuscadas temos miscigenação, choque de culturas, ditadura, e futebol. Mas o enredo é também universal. Temos Liberdade, Maturidade, Família, Amizade.
O melhor de "o ano" é o roteiro. ja vimos a história de criança amadurecendo, mas não em "nossa terra", não com uma discussão tão profunda de política e uma "outra época" amrrados com tanta sutileza.
Sim, algums atuações infantis (inclusive o principal) podem ser sofríveis, mas o ritmo de abandono, a nostaligia (e no meu caso saudosismo) de um certo ano 70 que o filme inflinge é merecedor do maia alto elogio.
Producão impecável, com fotografia e planos inspirados, nos conduzem numa história tão simples mas ao mesmo tempo marcante.
Parabens para "O Ano" e parabens para o cinema nacional.

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