A Primeira produção de Stanley "profissional" mas com baixo orçamento foi essa:
A MORTE PASSOU POR PERTO (Killer’s Kiss) (**)

O primeiro filme de Kubrick e é interessante observar como ele dialoga mais com as imagens do que com o enredo ou a parte sonora. Têm um ator que por sua presença de cena e manerismo poderia ter sido tirado de um filme mudo!.
A história não é boa, nem cativante. É o pior filme do cineasta. Mas dêem um tempo, nem todos podem ser Orson Welles.
Entretanto todas as tedências e marcas registradas do génio estão aí.: Camera parada com planos gerais. Tensão Psicológica (Olha a cena na loja de bonecas!) e principalmente fobia (nóia) social.
No final é um filme desnecessário que não recomendo, a não ser para quem quiser completar a cinematografia de Kubrick.
KIller's Kiss com sua extraordinária utilização da "luz" chamou a atenção de James Harris, um produtor que junto com Kubrick funcou a Kubrick-Harris, a qual achou parceiros para seu segundo filme:
O GRANDE GOLPE (The Killing) (***)

Este filme pode ser chamado de um “blueprint” para filme de golpes como Ocean’s 11 de hoje em dia. Flash Backs. Estilo Noir. Personagens tensos mas carismáticos.
É um bom filme. Mas com Kubrick ainda nas “amarras” do sistema.
Pode-se perceber uma ousadia visual e narrativa em meio a chupinhação de outros géneros (principalmente no roteiro).
Um momento que vislumbramos o futuro genial do autor? A cena final: Lenta. Entregue. Subjetiva. Inconclusiva. Explicatória do título.
A Reputação dessa produção que tinha um famoso diretor de foto ja honrado pelo Oscar possibilitou que o novo roteiro de Kubrick tivesse financiamento decente e contatos para produção. Este filme trouxe ele a luz do mundo do entreternimento.
GLÓRIA FEITA DE SANGUE (Paths of Glory) (****)
O Primeiro grande trabalho do diretor foi este “semi” épico em preto e branco sobre a primeira guerra mundial. Com o estrelar Kirk Douglas no elenco (pai do atual Michael Douglas) o filme lançou Kubrick na comunidade cinematografia. De um desconhecido cineasta e fotografo ele agora havia dirigido Kirk e era uma promessa.
O filme em sí é uma maravilha que mostra nitidamente o sarcasmo e as mazelas sociais que marcariam os futuros filmes do mestre. Com um roteiro escrito a três mãos, Kubrick uma delas, a critica com leve comedia e deprezeo pela “politicagem” na guerra, e o pouco apreso ao valor humano, é o que valem no filme. Podemos ver momentos de grande talento do diretor, principalmente com a urgência da camera sobre trilhos e dos cortes, nas salas luxuosas e reunião do comando francês. Um esmero em atuações (apesar de Kirk ser aquela coisa estável) e um fim que, como Spielberg disse, emociona não pelo exagero mas pela humnidade: Simples, realista e contundente.

"Glória" ficou banido por 20 anos na França.
Ao lançar o filme Kubrick tinha 28 anos.
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