
O primeiro enche o saco depois da sexta musica muito reconhecível e tão escrutinada na representação visual, e literal, que é feita na tela. Em "I wanna hold your hand" alguem quer segurar a mão do amante, apesar de ser num contexto homosexual, e quando vemos que o personagem principal se chama Jude esperamos algum momento de redenção em que a catártica "Hey Jude" irá ser entoada, obviamente que no final. Esse é o problema de se pegar musicas geniais e tentar transformá-las em imagem, a imagem nunca irá alcançar a genialidade e a abrangência de um outro genero artístico perfeito por si só. Apesar de todo o esforço visual da diretora, que é notável, o roteiro carece de uma história melhor do que simplesmente juntar as musicas dos Beatles e achar que elas em contexto ja contam o suficiente. Galera, é um outro meio. Mas apesar disso é um filme agradável.

E nesse contexto temos Hairspray, que é um suceso no que se propõe. As musicas ja haviam sido criadas num contexto de narrativa, para a peça original da Broadway, e a adaptação para as telas que poderia ter sido tosca (outro meio, como disse) é muito bem feita porque toda a cenografia e o contexto visual foi repensado para se adaptar ao que o cinema pode ser. As atuação são boas, com destaque para o achado que é Niki Blonsky como a carismatica personagem principal (John Travolta cumpre seu papel e dança pra caramba como a mãe travestida). O que conta é que imagem e som empolgam, e a vontade do espectador de estar farreando com esse galera atras da tela é garantida. Esse é o poder do cinema, te levar a lugares obascuros da fantasia e imaginação por duas horas, e não apenas a reflexão do material exposto.
E que venham mais musicais. O genero precisa sempre de ar novo.
E que venham mais musicais. O genero precisa sempre de ar novo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário