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quarta-feira, 28 de março de 2007

O lado negro da lua

algumas coisas surtem efeito até hoje...


Shine on You Crazy Diamond - Wish You Were Here


outro angulo....


The Great Gig in the Sky - Dark Side of the Moon


Brain Damage/Eclipse




O Hit.

e o set list:
In The Flesh
Mother
Set The Controls For The Heart Of The Sun
Shine On You Crazy Diamond
Have a Cigar
Wish You Were Here
Southampton Dock
The Fletcher Memorial Home
Perfect Sense
Leaving Beirut
Sheep
Dark side
Speak To Me
Breathe
On The Run
Time/Breathe
The Great Gig In The Sky
Money
Us and Them
Any Colour You Like
Brain Damage
Eclipse
The Happiest Days Of Our Lives
Another Brick In The Wall
Vera
Bring The Boys Back Home
Comfortably Numb

quarta-feira, 13 de dezembro de 2006

Stanley Kubrick: Barry Lyndon (*****)



Vou ser franco, Barry Lyndon é o filme que mais gosto de Kubrick.
É o que me dá mais prazer de assistir e ,por circustancias de uma mente genial, também é muito bom.
Porque?
O cinismo da aristocracia. o roteiro é muito bom, o romance falso, a história de vida do personagem principal.
Gosto de pensar em Barry como o Alex do século XIII, só que menos ingenuo. Afinal alguem ali precisa ganhar algo para viver.
E Kubrick entende isso, esse cinismo do carâter humano que vêm de séculos e séculos.
História a parte, este também deve ser um dos mais belos filmes da história visualmente. É sabido que Stanley Kubrick queria dar uma sensção de pintura barroca, chapada e com profundidade nas luzes. E ele conseguiu. Para tanto ele tirou câmeras de caixotes velhos para poder filmar em luz natural de velas, e usou lentes que ele mesmo testou para chegar ao resultado.
Além disso temos a direção de arte e o figurino, esses acompanhados da trilha sonora belísssima.
Visual esplendoroso, música emocionante, história excelente, ritmo incontestável, atuações impecáveis = filmes maravilhoso.
Não é puxação de saco não, é um puta filme.
Obs. Estou escrvendo tudo isso de cabeça, porque um amigo ainda tem que me devolver esse DVD. Se vc esta lendo... bom vc ja sabe. hehe

segunda-feira, 4 de dezembro de 2006

2001

De vez em quando, em conversas informais, normalmente em mesas de bar e com pessoas leigas ou desinteressadas que querem passar o tempo vc é confrontado com a ingrata pergunta: "Qual o melhor?". Pode ser de filme, diretor, musica, arte, show ou aula de marketing. No meu caso sendo filmes, que me perguntam: "Qual o melhor filme pra você?". Bom, considerando-se a impossbilidade de responder tal pergunta e informalidade da mesma, depois de um discurso preparetório de minha parte, respondo com o nome na ponta da lingua:
2001 - Uma Odisséia no Espaço. "porque?" É o filme mais singular ja feito. Não há nada igual ou ao menos parecido.
Fim de conversa.

Tentei procurar um artigo que li ano passado na net em que um especialista em cinema fazia em duas partes uma análise histórica e semiótica* da obra mestra de Kubrick. Não encontrei. Portanto quero poupar você e eu de algo tão específico, longo e para alguns chato que seria a tal semiótica de 2001 escrita por mim. Quero apenas dizer oq acho e sinto neste filme. É dificil colocar em palavras, não por ser "amor", mas pela complexidade racional e emocional que esse filme proporciona.



2001 é o filme com o melhor casamento entre imagem e som. A partir de 2001 música passa a ser uma parte fundamental do trabalho de Kubrick, ela traz mais do que ritmo ou emoção, ela traz contexto (muitas vezes ela contraria a imagem). Como por exemplo minha cena preferida do filme, a primeira vez que vemos o espaço pós o "amanhecer". Modernidade e Classicismo. Aquele balé espacial com o "Danúbio Azul", é inebriante. É engraçado porque não é uma narrativa de cinema o filme, ele não tem história, mas tem contexto e amarração.



Sobre oq o filme fala? A busca infinita do homem por conhecimento e logividade? perfeição? incapacidade? alienigenas?. Eu acredito que fale humanamente sobre busca pela perfeição, pela preservação da espécie e do individuo. Mas toda vez que revejo penso em coisas novas. Oq é o monolito? o objeto perfeito? o homem se torna objeto? continua-se como objeto?. Isso que é o mais interessante sobre o filme, além de um esplendor visual, ele é um obra de arte, um livro aberto.



Kubrick com certeza deve ter enlouquecido para chegar e perfeição aqui nesta obra. Os planos de fotografia, o movimento, o ritmo, os simbolos, a música é tudo tão bem fechado e casado. E os momentos com o único personagem completo no filme: H.A.L. 9000. Um dos melhores personagens do cinema, esse computador, essa maquina dá muito medo e raiva. Ow, a cena em que ele implora para não ser desligado. Puta que o pariu.



Seila. Foram alguns tópicos sobre o filme. Vá ver, goste ou não, é impossível sair dele uma pessoa igual a que entrou.

sexta-feira, 1 de dezembro de 2006

Stanley Kubrick: Gênio sem amarras

LOLITA (***)

Lolita poderia ser melhor.
É um fime datado que para nós, ja acostumados com a perversão e a tensão sexual inserida no cinema a partir dos anos 70, se torna mais cômico do que controverso, polêmico e tenso. Mas não se engane, ele foi para a época. Mais pela temárica do livro de Andrey (que também assina o roteiro) do que pela abordagem de Kubrick. A Escolha de Peter Sellers eu acho um erro por exemplo, pois apesar de ser o melhor desempenho do elenco ele traz o tal ar cômico que não condiz com a história de pedofila.
Mas talvez essa seja a intenção de Kubrick, mostrar a piada que é o ser humano. O quão perdido e louco ele é.
Poderia ser melhor para os tempos de hoje, foi revolução na época.

DR. FANTASTICO (Dr. Strangelove - or How I Learned to Stop Worring and Love the Bomb)
(*****)

Um maravilhoso filme de comédia negra.
Em meio ao caos de caça as bruxas, medo da terceira guerra mundial, fim apocaliptico nuclear, eis que Kubrick faz esse filme para rir desse medo generalizado. Desde a primeira cena da para saber que tudo pode acontecer!
Dizem que quando Stanley comprou os direitos do livro-documento sobre os detalhes de funcionamento do departamento de defesa aérea da época da guerra fria ele queria fazer um filme sério sobre os perigos de uma corrida por armas monstruosas como aquelas, mas ao ler o livro tudo era tão insano que ele chegou a conslusão de que aquilo não podia ser sério! "oq? ta brincando? não pode ser verdade que esses generais estão tão malucos assim?". E Eis que surge "Dr. Strangelove - or How I Learned to Stop Worring and Love the Bomb". Um filme ainda mais contoverso, um dos meus favoritos do diretor, e que deve ter obrigado ao departmento de defesa rever seus planos por ter toda sua estratégia revelada!
Alguns criticos na época chegaram a chamar o filme de "a sick joke". alguns foram até mais longe: "Kubrick muts be physicaly harmed". Mas não tem como não adorar vendo Peter Seller em três papeis, esses sim que caem como um luva para ele. E o final...."We'll meet again... don't know when... don't know when...". Fantástico.
Pois como disse Sideny Pollack: "Não me lembro de nenhum filme dele que não tenha sido odiado e causado controvérsia. Mas depois que dez anos passam todos se tornam clássicos".



É. Kubrick estava solto e no topo de sua habilididade.
"Depois de Lolita e Dr. Fantástico eu sabia que os filmes dele eram especiais. Tinhamos que esperar por seu próximo filme. E com alta expectativa! e em 2001 essa expectativa foi superada" Martin Scorsese.

terça-feira, 28 de novembro de 2006

Stanley Kubrick: The Flying Padre

É com prazer que informo que encontrei o primeiro curta-ficção de Kubrick antes mesmo de dirigir "Fear and Desire".
O Youtube que tem tudo....

Stanley Kubrick: O Épico

O contato com Kirk Douglas abriu portas para Stanley. Tanto que, em meio ao caos de demissões de seu filme Kirk foi recorrer a mão desse jovem gênio para direção de seu novo filme.

SPARTACUS (****)
Um dos maiores épicos da história do cinema é também um dos poucos transgressores.

O único filme dessa época, sobre o tempo dos romanos, sem Jesus. Tem fé nele, isso tem, mas fé no poder transformador humano. Não é bem o que Stanley acredita, como veremos em seus próximos filmes, mas é o máximo que conseguiu fazer com material e condições.
Grandioso, com cenas de batalhas monumentais arquitetas por Kubrick (ja que nem existiam no roteiro) e filmadas na Espanha o filme ainda encontra espaço para um tom intimista, uma análise do povo romano e para discutir moral politica. Bem profundo para um épico Hollywoodiano, não?
Existem alguns vários momentos xulos, principalmente com o entrave Kirk, mas os momentos de superação dele nos fazem esquecer das horas ruins. Não é o melhor épico de todos os tempos (essa batalha ja é indiscutivelmente “Lawrence da Arábia” para mim) mas é uma boa obra que um tanto datada na produção, é conduzida por mãos, digamos, “competentes”.
Sucesso de público e critica (venceu 4 Oscars) ele alçou a fama de Kubrick em Hollywood, mas deu mais que isso a ele, deu a certeza de que o “Studio System” dava era dor de cabeça, pois era um filme comandado por Kirk, o produtor. Tinheiro? Sim. Fama? Provavelmente. Liberdade artística?

Nas palavras do próprio cara:
“De agora em diante quero palavra final na montagem. Quero filmar uma história pela qual tenho tesão”.