Mostrando postagens com marcador 2006. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador 2006. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 11 de setembro de 2007

The Host (****)


The Host é um filme de 2006 que deixei de ver no cinema e que tinha um trailer xulíssimo passando nas salas no começo deste ano. Não se deixe enganar pela falta de capacidade dos brasileiros de fazer trailers: The Host é um puta filme bom.
A História? Filha única de um paizão-criança é raptada por um monstro geneticamente modificado que vive no rio da cidade de Seul/Corea. Tosco, não? Sim, seria para qualquer diretor de cultura ocidental que tentasse fazer um filme com esse enredo, mas para alguem que vive imerso no mundo oriental, monstros fazem parte da vida. A direção é brilhante, e o roteiro é sinceramente emocional (aquela emoção de valores e amizada tão conhecida por quem acompanha Animes da terra do sol nascente também).
Não consigo nem figurar em como um filme que poderia ser tão tosco se saiu tão bem, a equipe deve ser muito boa! Para começar esse não é um filme de sustos, esse é um filme de horror e drama. O monstro esta la na sua cara, a menina esta la na sua cara, e o monstro é ameaçador e a menina é vulnerável. Ele não ataca como um fantasma pelas sombras, ele ataca pela frente e seja o que deus quiser!. O que justica um estética quase de video HD, que traz realismo para a história fantasiosa.
Mas como o disse o drama é muito importante. A tensão do pai amadurecendo, assim como a filha também. Os irmãos, avô. E é engraçado que o que conduz o drama não é o melodrama é sim uma sútil comédia non-sense, que pesa a mão nos exageros e na loucura do comportamento social para criar contraste entre a emoção verdadeira e o drama que os personagens passam.
Hilariantemente engraçado, dramaticamente triste e "horrosamente tenso" esse é um brilhante filme que merece sua locação em DVD.


domingo, 20 de maio de 2007

Notas Sobre um Escândalo (****), Venus (****), 100 Escovadas (***), All The King's Men (***), A Promessa (*)

Notas Sobre um Escândalo (****)

Notas é um belo filme que teve uma estreia modesta no Brasil, deve sair logo em DVD, recebeu 4 indicações ao oscar e merece ser visto.
É um thriller psicológico e social de altíssimo nível, com interpretações magistrais e concisas de Judi Dench e Cate Blanchett. Todas as sutilezas em torno de um filme tão pesado mostram como o diretor tem um mão firme e uma narrativa direta. Em meio a solidão, obessesão, traição, lesbianismo, pedofília, falta de ética profissional e desejos profundos da alma humana o filme acaba não se perdendo porque é muito bem "colado" por um roteiro realista e honesto, atuações, como disse, do melhor nível que se pode esperar, e aqui vale resaltar o papel do jovem Andrew Simpson, que além de ser britânico e charmoso, consegue se segurar como um jovem amante frente a força devoradora de tela que é Cate Blanchett. Judi Dench mostra, mais uma vez, porque não é "overrated" em suas indicações, criando o personagem mais triste e sombrio do filme, e também o mais marcante e forte. Uma puta atriz.
Vale resaltar, obviamente, mais uma composição característica ao mesmo tempo que fundamental e brilhante de Phillip Glass, que constroe e aprofunda o tom psicológico. Um dos melhores filme dos ano passado, e que não se pode perder.

Venus (****)

Venus também é um dos melhores filmes do ano passado, e trata com sutileza e muito coesão dos sentimentos de um "final de vida" na velhice. Mostra todos os sentimentos e personalidades acumuladas na vida de um renomado ator, interpretado com brilhantismo por Peter O'Toole. Ele é um velho bem safado, que como diz, "gosta de dar e recever prazer, é tudo que ele se importa". Seus últimos dias são marcados pela aparição da neta-sobrinha de um amigo, sua pequena deusa "Venus", a quem vai dedicar sua atenção e passar o que puder de suas lições de vida, mesmo que isso seja feita de sua forma cafajeste. É um belo e simples filme, que trata do tema de desejos e efêmeridade. O que segura e transcende é mesmo Peter O'Toole, indicado ao oscar ano passado.

100 Esovadas Antes de ir para Cama (***)

É um bom filme sobre a crise na juventude. Inspirado em uma história real, o que torna o filme ainda mais "revelador". Suas doses se erotismo, sensualidade e pornografia são certas, sem moralismo ou exagero. As atuações são todas consistentes, mas o que mais chamou minha atenção foi o visual "drogado", "fantasioso" e diferente da fotografia, que dá um certo toque de infantilidade que o filme tanto precisava para não cair no "pesado". Me lembra a abordagem de "Shortbus".

All The King's Men (***)

Não é um filme ruim como muitos disseram por aí. Com um elenco all-star e talentosíssimo, o diretor faz a sua abordagem da obra literária que deu o oscar de melhor filme em 1948. É o tema classico da degradação moral em meio ao poder, interpretado por interiorano que chega a ser governador do estado do Tenesse, conflitamente interpretado por Sean Penn, e o reporter de alta classe social que não sabe quais valores seguir, interpretado por Jude Law. Temos ainda Mark Ruffallo, Kate Winslet e Anthony Hopkins em bons momentos. A força da história é a que vale, ja que a narrativa do filme não é nada inovadora. Qualquer semelhança com nosso atual presidente não é mera coencidência, é prova de que a história se repete e certas condições humanas são universais.

A Promessa (*)

O filme mais caro da história da China é também um dos piores do ano passado. Ele é pior que novale mexicana, e seu visual é mais fake do que o parque temático de Beto Carrero. Não consegui ver mais do que 20 minutos.

terça-feira, 10 de abril de 2007

Revendo 2006 (TODOS OS FILMES QUE EU VI)

Essa é a primeira revisão oficial dos meus "melhores de 2006". Como completei a marca dos mais de 100 filmes lançados ano passado resolvi olhar para trás e dar uma lista atualizada para vocês. Não esta muito diferente da original.
Desculpe a demora em postar porque estou atazando de trabalhos e estou nos preparativos de começar um curta meu. (acho que escreverei um diário sobre ele no blog).
E ainda não vi "300" nem "12 Trabalhos" se querem saber...

Bom. O Grande Grading Scale (note que nessa escala há "meias" notas, diferente do divulgadi no blog):

1. Babel (*****)
2. Shortbus (*****)
3. Children of Men (*****)
4. The Fountain (****1/2)
5. Volver (****1/2)
6. The Departed (****1/2)
7. Marie Antoinette (****1/2)
8. A Parire Home Companion (****1/2)
9. O Labirinto do Fauno (****1/2)
10. The Host (****1/2)
11. The Queen (****1/2)
12. Admiração Mútua (****1/2)
13. A Guide to Recognizing Your Saints (****1/2)
14. Notas sobre um Encandalo (****)
15. Happy Feet (****)
16. Letters from Iwo Jimma / Flag of our Fathers (****)
17. The Last King of Scotland (****)
18. The Wind that Shakes the Barley (****)
19. O Plano Perfeito (****)
20. O Céu de Suely (****)
21. Cassino Royale (****)
22. Curse of the Golden Flower (****)
23. Borat (****)
24. A Casa Monstro (****)
25. O Ano em que meus pais saíram de férias (****)
26. Half Nelson (****)
27. Vénus (****)
28. The Life of Others (****)
29. The Painted Veil (****)
30. Azuloscurocasinegro (****)
31. Clerks II (****)
32. O Grande Truque (****)
33. A Maquina (****)
34. Dias de Glória (****)
35. Pequena Miss Sunshine (****)
36. Stranger than Fiction (****)
37. C.R.A.Z.Y (****)
38. Bobby (****)
39. Little Children (****)
40. Apocalypto (****)
41. A Procura da Felicidade (****)
42. Caminho para Guantanamo (****)
43. Buenos Aires 100km (****)
44. O Diabo Veste Prada (***1/2)
45. O Ilusionista (***1/2)
46. United 93 (***1/2)
47. Um Verdade Inconviniente (***1/2)
48. Perfume (***1/2)
49. Scoop (***1/2)
50. Simpathy for Lady Vengeance (***1/2)
51. 100 Escovadas (***1/2)
52. All The King’s Men (***1/2)
53. Factory Girl (***1/2)
54. Superman Returns (***1/2)
55. Sua Grande Alma Branca (***1/2)
56. Carros (***1/2)
57. Tres é Demais (***1/2)
58. Obrigado por Fumar (***1/2)
59. V de Vingança (***1/2)
60. A Scanner Darkly (***1/2)
61. World Trade Center (***1/2)
62. Piratas do Caribe: O Baú da Morte (***1/2)
63. Dreamgirls (***1/2)
64. Fast Food Nation (***1/2)
65. The Good German (***1/2)
66. Snow Cake (***1/2)
67. A Proposta (***1/2)
68. Hollywoodland (***1/2)
69. Hard Candy (***1/2)
70. Tempo que Resta (***1/2)
71. Time (***1/2)
72. Dia Noite, Dia Noite (***1/2)
73. Last Kiss (***1/2)
74. Miami Vice (***1/2)
75. Rocky Balboa (***1/2)
76. 12:08 A Leste de Bucareste (***1/2)
77. Anche Libero Va Bene (***1/2)
78. Um Bom Ano (***1/2)
79. Missão Impossivel III (***1/2)
80. O Código Da Vinci (***1/2)
81. Catch a Fire (***1/2)
82. The Good Shepard (***1/2)
83. O Crocodilo (***1/2)
84. A Dama Da Agua (***1/2)
85. The Science of Sleep (***)
86. Diamante de Sangue (***)
87. Shreeybaby (***)
88. Man of the Year (***)
89. Copying Beetohveen (***)
90. Jesus Camp (***)
91. Amor de Verão (***)
92. Eragon (***)
93. O Sentinela (***)
94. For Your Consideration (**1/2)
95. Noite no Museu (**1/2)
96. Coisas que o Sol Esconde (**1/2)
97. Holly (**1/2)
98. Still Life (**1/2)
99. Step Up (**1/2)
100. Mary (**)
101. Hostel (**)
102. Um Longo Caminho (**)
103. Poseidon (**)
104. Dália Negra (**)
105. She’s the Man (**)
106. Confia em Mim (**)
107. Todo Mundo em Panico 4 (**)
108. A Profecia (**)
109. Nativity History (**)
110. X Men 2 (*1/2)
111. Tudo Pela Fama (*1/2)
112. A Promessa (*1/2)
113. Zuzu Angel (*1/2)
114. A Era do Gelo 2 (*)
115. El Cobrador (*)


os melhores atores, atrizes, diretores e roteiros continuam os mesmos....

Fast Food Nation (**) e Scanner Darkly (***)

Richard Linklater é um ótimo cineasta, e seu melhor talento é o roteiro. Depois de uma das mais belas sequências de amor com "Antes do Amanhecer" e "Antes do Pôr-do-Sol" ele teve um double-feature este ano. Um participante oficial do festival de Cannes, é ele:

Fast Food Nation


Fast Food Nation é um filme denúncia, e deve ser encarado assim. E na américo dos dias de hoje vale sempre contar uma história de denúncia. O foco nesta obra de Linlater é obviamente os valores dessa américa gorda e preguiçosa, o medo do futuro, o medo do presente. O que me faz lembrar bastante da cultura do "fracasso" vista este mesmo ano em "Pequena Miss Sunshine". "Sunshine" é um filme superior.
Não que "Fast Food" seja ruim, o que ocorre é que a denúncia nunca parece pertinente e profunda o suficiente para dar aquele "acorda!", esse retrato que o diretor tira das grandes empresas, dos jovens, dos velhos e ,bastante , dos imigrantes é simplório demais. Há momentos em que queremos Michael Moore e Linklater nos dá Tarantino (o que Bruce Willis esta fazendo lá?).
Por fim é um filme em que forma e mensagens não conseguem impressionar porque simplesmente não casam. Por falhar em passar a mensagem o filme se torna um erro, como mais um filme do ano de 2006 até que ele é bom.

A Scanner Darkly (O Homem Duplo)

Este filme que estreiou há uns meses atrás no Brasil é um reloaded do estilo de "Waking Life" com uma nova história. A técnica, que salta aos olhos, consiste do seguinte: filmar um filme de forma normal e aplicar efeitos que o tornam visivelmente animado.
Combinou com Waking, combina não tanto aqui. Apesar de dar liberdade para criar elementos "fantasia" de forma verossímel e mais barata nesta obra de ficcção.
Baseada em um conto de Philiup Dick (você sabe, o de "Blade Runner" e "Minority Report") estamos em um mundo, não tão futuro, com problemas sérios de violência e droga, e um policia viciado (Keanu Reeves) esta inserido em uma investigação secrerta. Eles são homens multiplos (não duplos) que se escondem no dia a dia do trabalho em roupas que mudam completamente sua fisionomia. Nisso ele se envolve em casos dignos de filmes noir e com amigos bastante doidões. É um filme legal.

quinta-feira, 29 de março de 2007

The Good German (***)


Vi o último Sodoberg.
E, bem, um dos maiores diretores dos anos 90 realmente é mais experimental do que compreensível, e também não obtem tanto sucesso.
Nessa nova empreiatada, depois de "Bubble" e "Solaris Remake" (não vamos levar em conta as brincadeiras de "11 Homens..." e continuações) o diretor se afunda no cinema do final dos anos 30 começo dos quarenta para criar, o que alguns vêm chamando, de seu "Casablanca" (até o poster remete ao classico).
A falhas:
A brincadeira é interessante mas "Good German" esta kilometros de distância do classico-mor do cinema americano, porque? Roteiro. Casablanca tem um dos melhores, senão O melhor, roteiro de todos os filmes. Incisivo, cômico, romantico, dramatico, político e com personagens muito, mas muito bem definidos. "German" falha em todos esses níveis que "Casablanca" é admirado. Convenhamos, ninguém liga para a "estética" desses filmes, oq eles têm de bom é o ritmo e a história. E a única coisa interessante na história do filme de Steven é o começo da batalha da guerra fria na Berlin dias após o fim da grande guerra.
Mas tudo bem, a estética do filme vale muito. Os jogos de claro e escuro, noir e reliastas-românticos são muito bem copiados. Os sets lembram bastante uma cidade em declínio. E George Clooney chega ao ápice de seu estrelato ao estilo dos grandes atores americano do passado (galã, classico, ele nasceu para isso). Mas quem rouba a força de cena é a brilhante Cate Blanchett, essa sim não precisa criar estilo, ela têm a cara. Só sua expressão vales minutos e minutos de monólogos de outros. Se ela tivesse nascido 40 anos atrás ela desbancaria Katherine Hepburn (não é a toa que foi escolhida por Spielberg para viver os anos 50 ao lado de Indiana, na quarta sequência da melhor série de aventura). E Tobey Maguire....volte para Homem Aranha, é oq vc faz bem.
Boa recontrução de estilo.
No final é um filme que amantes do cinema ou do George Clooney vão apreciar, somente pelo prazer de ver uma recriação de estilo.
Como cinema dos anos 00 esse filme não vale nada.

sexta-feira, 23 de março de 2007

Perfume (***)

Mesmo sendo 8 ou 80 em gostar ou não de um filme precisei de um tempo mais longo para poder absorver "Das Parfume", de Tom Tyker, e decidir que ele é um filme mediano, bom. Um sucesso em diversoso niveis e muito falho em outros.
Mas vamos la.
Os sucessos: a segunda parte do filme. A obsesesão do personagem principal e seu desejo de matança combinam muito bem com o clima de suspense e a história de Batiste Grenouille. Ele é humano, de seu jeito. Toda essa parte do filme é muito boa, basicamente porque não têm "voice-over" (narrador contando a história). E os sublimes momentos finais valem todas as 2 horas antecedentes.
Os fracassos: a primeira parte. que por ter um roteiro confuso que precisa de "voice-over" para se explicar acaba não conseguindo nos colocar no mundo de Jean Batiste. A mistura de sentidos não bate bem, assim como os diversos contos de descoberta e morte que mais parecem um "Amelie" mal copiado. E, infelizmente, as maiores das atuações, que não atingem a linha da peversidade, da caricatura que a história pede. Esse meio termo de atuação prejudica até mesmo o excelente Dustin Hoffman em uma ponta.
"Perfume" é um filme interessante, mas o romande deve ser bem mais.

domingo, 11 de março de 2007

The Good Shepard (***)

"The Good Shepard" ou "O Bom Pastor" estreia essa sexta (16) no Brasil e você lê aqui primeiro para poder tomar a decisão de ir ou não ve-lo.
Então vamos direto ao ponto. O conceito é interessante, assim como qualquer história de investigação ou teoria conspiratória, e "Pastor" se concentra em uma das maiores dela: o nascimento da CIA.
O roteiro, por sua vez, não conduz a história como poderia. O personagem principal Edward Wilson (Matt Damon) é uma mistura ficcional de diversos "famosos" que ajudaram a fundar o pensamento da organização mais poderosa dos EUA, na época. Mas apesar de trazer traços fortes de crise moral, crise de relacionamento e crise diplomática as situações em que ele se envolve nunca parecem ser demasiadamente fortes para criar tais "dores". Ele e os personagens secundários caem e diversos "cliches" do gênero.
Mas o filme é ao menos consistente. Isso se deve a uma competenete fotografia e uma segurança do diretor Robert DeNiro. Ele se favorore de diversoso aspectos técnicos de uma produção com um elenco all-star para criar uma história decente, mas que não traz consigo uma "cara" específica, em outras palavras, uma visão de diretor.
No fim o filme é decente que poderia ter criado ancoras mais fortes entre as cenas chaves (como você com certeza vai sentir). Mas é um bom entreternimento para fo fim de semama.

sexta-feira, 9 de março de 2007

Mel Gibson's Apocalypto (****)






É inegável o virtuosismo na direção de Mel Gibson. Porque, sinceramente, quantos cineastas conseguem te imergir em um mundo totalmente diferente e ao mesmo tempo crível e fantástico. E mais uma vez depois do excelente "Coração Valente" e do bom (principalmente no visual) "A Paixão de Cristo" ele nos traz uma história de violência bruta, cruel e social que no fim é uma história de redenção e renascimento.
Desta vez vistamos a sociedade Maia, ano exato 1492, e galera, vemos ela de uma forma nunca antes vista no cinema, finalmente alguém faz um filme abordando diretamente essa sociedade tão avançada ao mesmo tempo primitiva. Este é o ano do Apocalipse de um povo, o fim dele que não queriam enxergar mas estava se aproximando, não pelas caravelas, mas por dentro, pela falta de significado e respeito. Oq de certa forma Mel tenta conectar com nossa sociedade atual, em alguns momentos colocando reações modernas em seus protagonistas (oq para mim causa constrangimento pq sinceramente acredito que algumas relações humanas não tinham como ser iguais a do dia de hoje, mesmo que como cineasta você queira traçar um reconhecimento, veja como é mais bem feito em Marie Antoinette, por exemplo).
Mas de qualquer forma a partir do segundo ato o filme é uma aventura-dramtacia-social de tirar o folêgo, por sua realidade expressa em pelicula (nada de cenários extramente bonitos) e por simplismente nos tirar de nosso mundo e nos levar para outro. É muito bom entrar em contato com uma vida imersa na natureza, visão e estilo que não existem mais hoje.
O roteiro, claro, poderia ser melhor e mais explorativo, principalmente no começo. Mas como falei Mel é um virtuoso diretor de imagens e algumas das de Apoclypto não vão sair de sua cabeça tão cedo. Mel Gison mais uma vez "perde a lucidez" com alto orçamento.

A Guide to Recognizing Your Saints (****)

Um Triunfo. Um dos melhores filmes do ano.
É dificil saber por onde começar uma vez que são várias as qualidades.
Mas vamos la...
O Clima. Criado pela ambientação, fotografia, música e monatagem. Sem resaltar qualquer uma delas posso dizer que o clima de NY (Queens) nos anos 80 é sufocante (como o personagem sentia) ao mesmo tempo estiloso. Uma mistura, se dar para assim dizer, de Quentin Tarantino com Martin Scorsese (Quentin anos 90, Martin anos 70). O andar dos personagens, o passo da câmera, os cortes de respiro e a fusão dos dias de hoje com os eventos do passado que não fica massante (como por exemplo "Flag of our Fathers...). Alias isso vêm de grande parte pelo roteiro.
Baseado em uma história real (ao que parece), ou pelo menos em um livro que é baseado em uma história real, o filme consegue se desvencilhar de qualquer clichê do gênero violência urbana e se usa de fortes emoções humanas para contar relações de vida.
Os que no leva ao elenco muito bem escolhido, na fase adulta, mas principalmente na fase da juventude que revela grandes talentos como Shia LaBeouf (a ser visto como filho de Dr. Jones em Indiana Jones 4) e uma capacidade de atuação muito forte do ex-modelo Channing Tatum.
Oq que posso dizer é que não foi lançado no Brasil e pelo jeito nem vai, mas veja quando sair em DVD. É um "Mean Streets" para uma nova geração. Uma bela estreia na direção do tal Dito Montiel (que escreve e inspira o personagem principal). E fique com pelo menos o trailer...

quarta-feira, 7 de março de 2007

Little Children (****)

Só agora consegui ver "Pecados Intimos". Filme que rendeu indicação a Kate Winslet para melhor atriz, Jamie Curtis a melhor Ator Coad. e Melhor Roteiro Adaptado.
Poderia ter recebido algumas mais. Melhor Ator talvez? Não em um ano tão forte...
Mas o filme em sí é bem bom. Não altera meu Top 10 mas é um dos melhores do ano. E de certa forma uma contrapartida para "Shortbus". Enquanto um é um grito libertário e um filme até revolucionário outro observa criticamente os desejos sexuais e suas sombras na sociedade. Um te faz sentir livre, outro reprimido. "Little Children" é meio que uma mistura de "Shortbus" com Freud.
Freud aliás explica o título original em inglês. O desejo reprimido infantil de todos nós que uma hora têm amadurecer, pelo menos segunda a sociedade.
Sonhos, cobranças, desejos e traições pintam a tela desta segunda obra do diretor Todd Field, mostrando que "Entre Quatro Paredes" (2001) não foi um mero acaso. Apesar de "inferior" ainda assim é um bom filme.
Inferior porque o roteiro se preza de recursos para "salvar" (como um narrador que horas aparece, horas não, e um final de "ligações" não muito ligado ao tema principal). Mas a maior qualidade de Todd deve ser a direção de atores (Kate arrebenta denovo, e seus companheiros de tela não ficam para trás) e a realidade que ele consegue imprimir na películas com seus planos iluminados (e com sobras na devida hora) e criação de um ambiente americano "real" (diferente de exageros como "Desperate Howsewifes").
É um filme bom, não indispensável. Mas quem gosta de cinema vale conferir.

segunda-feira, 5 de março de 2007

A Procura da Felicidade (****)

A Procura da Felicidade poderia ser qualquer filme. Poderia ser muito fácil se perder na emoção exagerada ou nos clichês do gênero realismo-romântico de Hollywood, mas estranhamente este filme é bem sucedido. Me lembra um pouco Rocky (o original) que apostou na formula da simplicidade e do desejo humano (não só americano, apesar deles explorarem bem em seus filmes) de superação.
A História gira em torno do personagem de Will Smith que no momento não me recordo o nome. Um negro de classe média baixa que esta em declínio junto com o país inteiro. É um momento de novidades e desespero e Will esta perdido com sua família no meio disso. O resto da história você ja sabe: ele vai atrás do que quer e tem que abrir mão de algumas coisas para chegar la, menos uma, o seu filho (interpretado pelo próprio filho de Smith). Alias talvez isso seja a peça fundamental do filme: a excelente quimica familiar (o casal Smith conduz o pequeno Smithzinho em sua estreia no cinema e ele não decepciona, esta bem natural).
O roteiro é simples, mas universal. O que vale, portanto no filme é a quimica e as belas cenas de "rua" em quase câmera lenta. Mais um na multidão? Não... ao mesmo tempo que sim.

Borat (****)

ou: o segundo melhor jornalita do Cazaquistão viaja a América.

Revolucionário.

Porque? Porque ousa colocar na tela grande uma comédia ireverente e definitivamente "sem limites". Não sei dizer para vocês quais partes do ficcional documentário são verdades ou não. Para mim nenhuma é, mas na america real tudo é falso, então, quem sabe?
Indicado a melhor roteiro no oscar, vencedor de melhor documentário pelos criticos de Nova York. E premio de melhor ator de comédia no Globo de Ouro. Borat é a criação do genial comediante Sasha Bohen Carter. Famoso na TV ele agora consegue levar com glórias sua persona para o cinema fazendo um "Pânico na TV" de Hollywood, só que mais, muito mais, inteligente e incisivo.
Judeu, Sasha não perdoa seus coreligionários, fio condutor do ódio do oriente médio eles geram algumas das melhores piadas do filme (principalmente o festival que ocorre no país de Borat).
É dificil analisar ele como um "filme" justamente pela mistureba que faz dele tão bom. Metalinguagem? sim, mas não fariamos juz a obra se entrassemos nesse papo. O que vale mesmo em Borat é a critica descompensada. A exposição da mediocridade. Em alguns filmes ela aparece valorizada. Aqui ela aparece criticada, e , assim, é muito mais divertido.

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

A Batalha de Iwo Jimma

Para começar que fique claro o seguinte: O projeto ja ganha pontos pela ousadia. Não é o primeiro filme a mostrar os dois lados de uma guerra, mas que eu saiba é o primeiro a faze-lo em dois filmes separados e conseguir contar (ao assistir os dois) uma história tão completa.

Flag of our Fathers (***)



Demorou para ser lançado no Brasil depois do fiasco de bilheteria nos EUA. Por esse motivo foi o segundo que assisti e, por isso, tenho plena consciencia, ele ficou "melhor" ao meu ver justamente por conseguir me lembrar dos sentimentos de "Letters". O Filme te muitos pontos a sua vantagem mas se destaca o virtuosismo de direção e montagem (para um Clint de 80 anos é um belo elogio) e o elenco afinado (Ryan Phillip nunca esteve melhor), infelizmente o roteiro não esta entre eles. Por mais que certas cenas sejam mais intensas e superiores que o clássico "Soldado Ryan" (pois senta ombros desse gigante) a história não engaja. A ida e volta no tempo (com idosos refletindo) e um prolongado final com um certo jornalista que não causa emoção nenhuma (é muito longo!) ja vimos, revimos e não aprovamos. Apesar de ser um filme anti-guerra o enredo não se aprofunda muito nisso e chega a se perder entre o americanismo e o globalismo. É um filme bom, mas precisa da contraparte de "Letters" para ter um punch final.
Preste atenção que a cena final é a única realmente filmado no solo "original"

Letters from Iwo Jimma (****)



O melhor da duologia é também o que mais conversa com a cinebiografia recente de Clint Eastwood. A história gira em torno da seção do exército japonês estacionada na ilha de Iwo Jimma, eles devem defender a Ilha mesmo que todos, inclusive o general (um Ken Watanabe recluso, honrado e perfeito), saibam que a derrota e a morte são inevitáveis. Afinal Iwo Jimma é solo sagrado do Império. A morte é inevitável, e a aceitação dela também, esse tema não lembra os maravilhosos "Menina de Ouro", "Sobre Meninos e Lobos" e "Os Imperdoáveis"? Sim. Clint joga aqui com oq tem de melhor, cada minuto é um suspiro de morte em "Letters" e valores e desejo de viver honradamente vão se chocar na tela a cada cena mais pertubadora que a outra.
Isso "letters" ganha de "Flag": a emoção sincera. Apesar de um guia ja cliche de "cartas resgatadas contam a história dos mortos na ilha" o filme não volta aos dias de hoje até o final, quando as cartas em si ganham dimensão maior por lembrarmos-nos do sofrimento e o sentimento depositados nela. Não é um filme perfeito, mas é um ótimo filme. A fotografia de tão desgastada que parece preto no branco, Kazunari Ninomiya (o jovem soldado, que da um show e é o melhor do elenco) e os valores de honra japoneses que mesmo para nós incompreensíveis podem pelo menos ser admirados.
Flag tem cenas de batalhas brilhantes, Letters têm melhor história, atuação e contexto.

No fim a obra completa sobre a batalha de Iwo Jimma vai ser lembrada por anos e torço que lancem um DVD com as duas obras juntas. Pois é assim que merecer e vai ser lembrada.

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

Os Melhores Filmes de 2006 (Resumo)

MELHOR DIRETOR: Alfónso Cuarón ("Children of Men")
MELHOR ATOR: Ryan Gosling ("Half Nelson")
MELHOR ATRIZ: Meryl Streeep ("O Diabo Veste Prada")
MELHOR ATOR COADJUVANTE: O Elenco Coadjuvante de "The Departed"
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE: Rinko Kikuchi ("Babel")
MELHOR ROTEIRO ORIGINAL: Shortbus
MELHOR ROTEIRO ADAPTADO: Children of Men
MELHOR CINEMATOGRAFIA: Children of Men
MELHOR MONTAGEM: Babel
MELHOR DIREÇÃO DE ARTE: Children of Men
MELHOR FIGURINO: Marie Antoinette
MELHOR TRILHA SONORA: The Fountain
MELHOR SOM: Flags of our Fathers
MELHOR EFEITOS VISUAIS: Piratas do Caribe II
MELHOR CENA: "A Balada" (Babel)

MELHORES FILMES DE 2006:



1. Babel

2. Children of Men

3. Shortbus

4. The Fountain

5. Volver

6. The Departed

7. Marie Antoinette

8. Happy Feet

9. A Parire Home Companion

10. O Labirinto do Fauno

11. The Queen (****1/2)
12. A Guide to Recognizing Your Saints (****1/2)
13. Admiração Mútua (****1/2)
14. Letters from Iwo Jimma / Flag of our Fathers (****)
15. The Last King of Scotland (****)
16. The Wind that Shakes the Barley (****)
17. O Céu de Suely (****)
18. Cassino Royale (****)
19. Curse of the Golden Flower (****)
20. Borat (****)
21. Little Children (****)
22. A Casa Monstro (****)
23. O Ano em que meus pais saíram de férias (****)
24. Half Nelson (****)

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007

Os Melhores de 2006: Outras categorias.

MELHOR CINEMATOGRAFIA: Children of Men

The Fountain
Babel
Marie Antoinette
The Last King of Scotland

MELHOR MONTAGEM: Babel

The Departed
Children of Men
United 93
A Guide to Recognizing Your Saints

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE: Children of Men

The Fountain
O Grande Truque
Curse of the Golden Flower
Apocalypto

MELHOR TRILHA SONORA: The Fountain (Clint Mansell)

O Labirinto do Fauno (Javier Navarete)
Letters from Iwo
Jimma (Clint Eastwood)

MELHOR FIGURINO: Marie Antoinette

Curse of the Golden Flower

O Diabo Veste Prada
Apocalypto
Dreamgirls

MELHOR EFEITOS VISUAIS: Piratas do Caribe II

Superman Returns
Cassino Royale

MELHOR CENA: "A Balada" (Babel)

"Perseguição no Gueto" (Children of Men)
"Catarse Final" (Shortbus)
"Captura no Telhando" (The Departed)
"Redenção Final" (O Labirinto do Fauno)

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

Os 10 Melhores Filmes de 2006


# 10
O Labirinto do Fauno


Quantas vezes na história do cinema vemos um filme tão poetico e fantastico que ao mesmo tempo é contudente e agressivo. A Imaginação de DelToro com atuações premiaveis do elenco pricipal fizeram desse filme o mais aclamado do ano pela crítica e muito bem recebido pelo público. E digo, tudo vale a pena por aquele final "aberto" que é um soco no estomago.

# 9
A Praire Home Companion



Quem poderia imaginar que dias depois de ver esse belo e musical filme sobre a inevitabilidade do "fim" esse mesmo chegaria para o grande Robert Altman, nos proibindo assim de ver futuras obras suas ao mesmo tempo que dá um nova percepção e profundidade para esse testamento que agora é sua "swamsong". (Hino de despedida). Ressoa como uma maravilha no panteão de um diretor de obras memoráveis, além de ja ter me cativado dias antes de sua partida final.

# 8
Happy Feet



"Happy Feet" é um filme diferente. Sei que a moda na animação hoje em dia é roubar referências de outros filmes para se compor (poucos são os originais como o também ótimo "A Casa Monstro"), mas o que torna esta alucinógena animação diferente é justamente o "sentir do cinema", o que vemos é em todo momento um filme, sem tirar nem por. Por suas câmeras e foto revolúcinárias, enredo quase sem nexo mas universal e aquele meio fim de contato com o "real" faz Happy Feet trancender e com o tempo ele será apreciado por isso.


# 7
Marie Antoiniette



Gritem, xinguem, façam uma revolução. Para mim "Marie..." é um dos melhores filmes de 2006 por motivos ja explicados na crítica. Talvez o tempo seja mais justo com ele, assim como foi com alguns grandes clássicos.


# 6
The Departed



Poucos são os filmes de "gênero" são realmente novos ao mesmo tempo que se mantém no gênero, e poucos são os diretores que dominam a arte de fazer filmes assim. Scorsese é rei do gênero policial, ninguém faz melhor que ele, isso se essa pessoas não ser ele mesmo (e isso, meus caros, fica confirmado este ano). Pelo elenco que tem algumas das melhores atuações do ano emesmo da carreira de vários, pela pura emoção de um cinema tão vivo e completo, pela adptação de renovação de um ja belo filme, por Jack sendo o melhor de Jack, e por milhões de outros pequenos detalhes.


# 5
Volver



Só Almodóvar para fazer um filme dele. Com tantas cores, emoções fortes, enfim, esses melodramas (quase novelesco) de personagens a margem da sociedade e deles mesmo. E em "Volver" ele se supera, consegue juntar em sua palheta comédia de erros e drama de uma forma que ao final do filme não ligamos para o mistério ou a morte e sim pelo desenvolvimento dos personagens, sublimes, com uma Penélope Cruz que nunca esteve melhor.


# 4
The Fountain




Poucos diretores hoje em dia realmente puxam o cinema para algo novo, que transcenda e modifique linguagem e tema. Sim temos ótimos diretores novos mas nenhum como Darren Aronofsky. O filme em si não corresponde a narrativa com que estamos acostumados, ele é quase uma pintura, uma obra de arte a ser admirada, refletida, totalmente aberto. Não é um livro ou uma peça. Realmente a maior obra de arte cinematografica do ano e um dos melhores filmes.

# 3
Shortbus



Muitos o consideram um porno com história, eu o considero uma história com sexo, muito sexo. Esse é um filme libertário e, segundo o autor, "tudo o que você precisa para sobreviver mais 2 anos de George Bush". Na minha crítica disse que não era um filme que recomendava para todos, mas hoje mudei de idéia, acho um filme indispensável para o futuro. Isso, e seu roteiro de falas brilhantes com um final cartástico que só pode ser descrito como "magia do cinema", o tornam o terceiro melhor filme de 2006.


# 2
Children of Men



Provavelmente o futuro melhor filme de 2006. Não tenho dúvidas, depois de ve-lo 2x, que este filme irá crescer ainda muito, muito, e se tornará um clássico, mas mesmo assim ele falha em tomar a primeira posição, não sei porque, afinal ele é um filme brilhante (e isto é um eufemismo).


# 1
Babel



Antes de esvrever minha crítica eu disse em um post separado, logo após ver a obra, "eu vi uma obra-prima".
Ainda acho isso.

Melhores Atrizes de 2006

MELHOR ATRIZ:



1. Meryl Streep
("O Diabo Veste Prada")

2. Penélope Cruz
("Volver")

3. Helen Mirren
("The Queen")

# Judi Dench
("Notas sobre um Escandalo")

# Hermila Guedes
("O Céu de Suely")



MELHOR ATRIZ COADJUVANTE:



1. Rinko Kikuchi
("Babel")

2. Adriana Barazza
("Babel")

3. Jennifer Hudson
("Dreamgirls")

# Emily Blunt
("O Diabo Veste Prada")

# Cate Blanchett
("Notas sobre um Escandalo")

Melhores Atores de 2006

MELHOR ATOR:



1. Ryan Gosling
("Half Nelson")

2. Forest Whitaker
("The Last King of Scotland")

3. Leonardo DiCaprio
("The Departed") e ("Blood Diamond")

# James McAvoy
("The Last King of Scotland")

# Hugh Jackman
("The Fountain") e ("The Prestige")

finalistas: Daniel Craig ("Cassino Royale"), Aaron Eckhart ("Obrigado por Fumar"), Gustavo Falcão ("A Maquina"), Clive Owen ("Children of Men"), Gael Garcia Bernal ("The Science of Sleep"), Matt Damon ("The Departed" e "The Good Shepard") e Shia LaBeouf ("A Guide to Recogniznig...).


MELHOR ATOR COADJUVANTE:



1. O Elenco Coadjuvante de "The Departed"
(Jack Nicholson, Mark Whalberg, Alec Baldwin e Martin Sheen).

2. Kazunari Ninomiya
("Letters from Iwo Jimma")

3. Eddie Murphy
("Dreamgirls")

# Paulo Autran
("A Maquina")

# Garrison Keillor
("A Praire Home Companion")

Melhor Diretor de 2006

MELHOR DIRETOR:



1. Alfonso Cuarón
("Children of Men")

2. Alejandro Gonzalez Iñnaritu
("Babel")

3. Martin Scorsese
("The Departed")

# Darren Aronofsky
("The Fountain")

# John Cammeron Mitchel
("Shortbus")

(menções: Sofia Copolla, Pedro Almodovar, Joon-ho Bong)

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007

Melhores Roteiros de 2006

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL:



1. Shortbus
2. Volver
3. Babel
# The Queen
# El Labirinto del Fauno


MELHOR ROTEIRO ADAPTADO:




1. Children of Men (Filhos da Esperança)
2. The Departed
3. A Guide to Recognizing your Saints
# The Last King of Scotland
# Marie Antoinette