Será o ano que uma atriz pode ganhar o oscar principal e coadjuvante? Não sei, só sei que Cate acaba de ganhar o premio de Melhor Atriz no Festival de Veneza por sua intepretação de Bob Dylan no aguardado "I'm Not There" (que também arrebatou o prêmio especial do juri). O co-ator Heath Ledger aceitou em seu lugar e se desculpou por "não ser ela". Quais foram os outros vencedores? Brad Pitt melhor ator pelo também aguardado "Assasination of Jesse James..." e Ang Lee com o Leão de Ouro, dois anos depois de ganhar o premio maximo também por Brokeback Mountain, pelo thriller sexual "Lust, Caution". Veja os vencedores:
GOLDEN LION for Best Film: SE, JIE (LUST, CAUTION) by Ang LEE (USA/China/China, Taiwan)
SILVER LION for Best Director to: Brian DE PALMA for the film: REDACTED (USA)
SPECIAL JURY PRIZE to (ex aequo): LA GRAINE ET LE MULET by Abdellatif KECHICHE (France) I’M NOT THERE by Todd HAYNES (USA)
COPPA VOLPI for Best Actor: Brad PITT in the film THE ASSASSINATION OF JESSE JAMES BY THE COWARD ROBERT FORD by Andrew DOMINIK (USA)
COPPA VOLPI for Best Actress: Cate BLANCHETT in the film: I’M NOT THERE by Todd HAYNES (USA)
MARCELLO MASTROIANNI AWARD for Best Young Actor or Actress: Hafsia HERZI in the film LA GRAINE ET LE MULET by Abdellatif KECHICHE (France)
OSELLA for Best Cinematography to: Rodrigo PRIETO director of photography for the SE, JIE (LUST, CAUTION) di Ang LEE (USA/China/China, Taiwan)
OSELLA for Best Screenplay to: Paul LAVERTY for the film IT’S A FREE WORLD… by Ken LOACH (UK/Italy/Germany/Spain)
SPECIAL LION for Overall Work to: NIKITA MIKHALKOV The Jury is delighted to acknowledge the consistent brilliance of Nikita Mikhalkov’s body of work. His new film is once again a confirmation of his mastery in exploring and revealing to us, with great humanity and emotion, the complexity of existence. ORIZZONTI
The Orizzonti Jury at the 64th Venice Film Festival, comprised of Gregg Araki (President), Hala Alabdalla Yakoub, Giorgia Fiorio, Ulrich Gregor and Frederick Wiseman, has unanimously decided to award the following prizes:
ORIZZONTI PRIZE to: SÜGISBALL (AUTUMN BALL) by Veiko ÕUNPUU (Estonia) The Orizzonti Prize is supported by Fondation Groupama Gan pour le Cinéma with a cash prize of 20,000 Euro.
ORIZZONTI DOC PRIZE to: WUYONG (USELESS) by Jia ZHANGKE (China)
SPECIAL MENTION to: KAGADANAN SA BANWAAN NING MGA ENGKANTO (DEATH IN THE LAND OF ENCANTOS) by Lav DIAZ (Philippines)
Leone del Futuro Premio Venezia Opera Prima “Luigi De Laurentiis” The Venezia Opera Prima Jury at the 64th Venice Film Festival, comprised of Bill Mechanic (President), Randa Chahal Sabbag, Rupert Everett, Liu Jie and Valeria Solarino, has unanimously decided to award the
Leone del Futuro - Premio Venezia Opera Prima “Luigi De Laurentiis” to: LA ZONA di Rodrigo PLÁ (Giornate degli autori-Venice Days, Spain/Mexico) Aurelio De Laurentiis and Filmauro award a cash prize, of 100,000 USD, to the winning first film (50,000 to the director, 50,000 to the producer). To the director, an additional film voucher for 40,000 Euro will also be awarded, offered by Kodak.
CORTO CORTISSIMO The Corto Cortissimo Jury at the 64th Venice Film Festival, comprised of François-Jacques Ossang (President), Yasmine Kassari and Roberto Perpignani, has unanimously decided to award the following prizes:
SILVER LION FOR BEST SHORT FILM for Best Short Film to: DOG ALTOGETHER by Paddy CONSIDINE (UK)
special mention to: LIUDI IZ KAMNYA (STONE PEOPLE) by Leonid RYBAKOV (Russian Federation) for its humorous and radical metaphor about a familiar, real situation
PRIX UIP to: ALUMBRAMIENTO by Eduardo CHAPERO-JACKSON (Spain)
Não cheguei a comentar aqui no blog as minhas produções cinematograficas. Mas meu desejo de ver o filme "Control" e a semelhança visual e temática que ele têm com meu ultimo curta, "Stop the Clocks", não é de se deixar passar. Claro que eu não quero me comparar a uma produção de uma longa-metragem bem recebido pelas criticas em Cannes (e provavelmente melhor que meu curta), mas as semelhanças são no mínimo curiosas, uma vez que tive a ideia visual e do roteiro antes mesmo de saber da existência de control.
Control (Trailer Oficial):
Stop The Clocks (inicio):
em breve, quando estiver pronto, coloco o curta completo aqui para vcs verem.
"Mumblecore" é, segundo a fofoca do mundo do cinema atualmente, a voz de uma nova geração (a nossa geração). Esse termo foi cunhado como divulgação do evento de sessões de cinema que esta ocorrendo no IFC (meca do cinema independente de Nova York, algo como nosso "Espaço Unibanco"). Mumble que significa "murmurro" e core que significa "essência". Portanto a essência de murmurrar. E no próximo paragrafo me dou um espaço para explicar o que esse tal de "mumblecore". Como disse no título do post: você ja ouviu, mas talvez ainda não tenha visto. É justamente isso: os filmes "mumblecore" se dignam a filmar, de forma mais realista possível (mas sem perder a essência de "transcendência" do cinema) jovens conversando sobre nada, e para o expectador se transforma nessa "transcendência": o tudo. Se você ja foi a casa de uma amigo e ficou conversando besteiras por horas, sobre sua mísera vida amorosa, ou como passar pela fase 22 de Zelda, enquanto observa a vista urbana do apartamento dos pais, é justamente esse o dialogo que aparece em um filme "mumblecore". Alguns ficam frutrados com filmes assim, eu fiquei frustado. Mas depois de refletir, fiquei frustrado não por ser um filme "chato" (ele continuava na minha cabeça) mas justamente por me ver no filme e perceber como sou frustrado comigo mesmo.
"A voz de uma geração" ja tem seus papas e criadores em alguns diretores como Joe Swanberg (de "Kissing on Mouth" e "LOL") e o dito fundador Andrew Bujalski, o qual tive o prazer de ver o filme que me deixou frustrado ano passado na mostra, "Mutual Appreciation", e que fez "Funny Ha Ha" antes (o fundador do gênero, dizem). Swanberg ainda produz uma novela exclusivamente para a internet, chamada "Young American Bodies". Mas o melhor talvez seja Aaron Katz, que consegue criar imagens belíssimas filmando em DV. Mostrando que cinema não esta na qualidade da produção, mas na essência da mesma. Eles são definidos como algo de Cassevets, Rohmer como essência de Godard e humor dos irmãos Coen. Mas no final acabam sendo eles mesmo: algo novo.
Acho claro que o "Mumblecore" é um movimento genuinamente americano, que mostra a decadência da juventude daquele país. Mas acho possível que esse genêro tenha força para se expandir para a Europa e em um novo formato para a Ásia. A america latina, principalmente o Brasil, ainda esta longe de se inserir em um cinema genuinamente humano, e acredito que dificilmente surgirão diretores de genêro que tenham público fiel (mesmo que pequeno). Seja pela tradição do cinema de mazelas ou do cinema político, ou seja pela cabeça retrógrada de nossos cineastas que se enfiam em produtoras de publicidade e "misturam generos" em suas produções, e, assim, sempre ficam um passo atrás da vanguarda do mundo, o Brasil ficará de fora por que nosso cinema e público ainda não consegue enxergar essência de produção e tragédia humana, não tendo dado um passo a frente nas mudanças desde do "cinema novo" dos anos 60 (que nada tem mais de "novo" e ja ficou até ultrapassado e difundido).
trailer "Apreciação Mutua"
Funny Ha Ha Trailer
início de mumblecore brasileiro de "vitor baumgratz".
E a saga do maior fenômeno cultural desta década chega ao fim, pelo menos para mim que acabei de ler ontem, dia 31 (data de aniversário de Harry e da autora!), o sétimo e ultimo livro da série,depois de 1 dia e 1/2 imerso completamente no mundo das Relíquias da Morte. Não tenho vergonha de dizer que Harry me ajudou a entrar no mundo da literatura, assim como ajudou muitos outros jovens no mundo, e talvez esse seja o seu mérito mais divulgado internacionalmente. Antes de ler "Harry Potter e a Pedra Filosofal" no verão de 2001, eu apenas tinha lido, e gostado, de "Outsiders" e "Capitães da Areia", e mesmo assim nunca tinha sido imerso no mundo da imaginação de um escritor. Mas, como ja citei na critica do filme "Harry Potter e a Ordem de Fênix", a série tem diversos outros méritos. Óbvio que não é nenhum Guimarães, Machado de Assis, Proust ou Hemmingway, mas com certeza fica perto de Tolkien, Bewolf e o Illída e Odisseia de Homero. Passando também pelos filmes StarWars. Então você sabe o que esperar: o bem triunfa sobre o mal. Mas o mistério é como? Como o heroi vai crescer e se encontar para tanto? por quais dificuldades ele terá que passar? qual o tema principal que conduz a série? Essa ultima tem uma resposta, e é claramente a MORTE. Fascinante, amedontradora e inexplicável, ela é um dos guias inseparáveis do carater humano, assim como o amor e a ambição. Achei incrivel como a dificuldade de narrativa e tema se aprofundou com a série, da jovialidade e deslumbramento da "Pedra" para a coragem e os tons escuros do fim da vida em "Reliquias da Morte". Me parece claro que Rowling sabia estar ensinando uma geração toda a ler e a cada episódio tornou a leitura um pouco mais avançada e profunda, avançando assim seus leitores nos mistérios da literatura. Não cabe aqui estragar o enredo e a conclusão de uma grande saga. Posso dizer que há uma cena de morte, assim como Rowling disse para Daniel Raddcliffe semanas antes do livro ser lançado, quando o interprete nas telas de Harry perguntou para a criadora se "morreria". Cabe apenas lembrar e deixar esse artigo sobre o fenomeno que foi e ainda é Harry. Muitos criticos passaram a atacar a leitura de Harry nos ultimos anos (apesar de elogiarem no começo). Sei que faz parte de sua batalha pela "exclusividade da compreensão" e pela proteção de valores que o mercado subverte para fazer dinheiro, mas, como disse Stephen King, Rowling criou uma obra que com certeza não desvanecerá, e ficará por todos os tempos la, entre os clássicos mais vendidos, não por ser uma grande estratégia de marketing mas sim por sua qualidade intrinsica, a genialidade e força do autor, e uma pequena dose se sorte, que a ajudou e a seu iconico personagem.
Os Melhores Livros de Harry Potter: 7 - Harry Potter e a Câmera Secreta (Chamber of Secrets) 6- Harry Potter e a Ordem de Fênix (Order of the Phoenix) 5- Harry Potter e o Cálice de Fogo (Golblet of Fire) 4- Harry Potter e a Pedra Filosofal (Phillosopher's Stone) 3- Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban (Prisioner of Azkaban) 2- Harry Potter e as Reliquias da Morte (Deathly Hallows) 1- Harry Potter e o Principe Mestiço (Half-Blood Prince)
Parace que a atenção cinematografica do mundo se voltou para os filmes romênos nos últimos três anos. A Rômenia, um país que não produziu nenhum longa metragem no ano 2000, por exemplo, acaba de ganhar dois prêmios no último festival de cannes, entre eles o prêmio máximo, a Palm D'or de 2007 para "4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias" de Cristian Munglu. No ano de 2006 ganhou o Camera D'or para "A Leste de Bucareste" (filme bom, razoável) e em 2005 premio da mostra paralela para "O Gabinete do Dr. Lazarescu". Não sei o que dizer do cinema romeno ainda, me parece bastante tradiconal, com ritmo bastante similar ao Iraniano do começo dos anos 90, apesar dos toques cômicos. Quando ver "4 meses..." volto para comentar se acho justo ou não.
Prêmios, em Cannes 2007:
Palma de Ouro: "4 luni, 3 saptamini si zile" (4 meses, 3 semanas e 2 dias), do romeno Cristian Mungiu.
Grande Prêmio: "Mogari no Mori" (Floresta de Mogari), da japonesa Naomi Kawase.
Prêmio do Júri, ex aequo: "Persépolis", da franco-iraniana Marjane Satrapi e do francês Vincent Paronnaud, e "Luz Silenciosa", do mexicano Carlos Reygadas.
Melhor atriz: a sul-coreana Jeon Do-yeon, por "Secret Sunshine".
Melhor ator: o russo Konstantin Lavronenko, por "Izganie" (Desterro).
Melhor direção: "Le Scaphandre et le Papillon" (O escafandro e a borboleta), do americano Julian Schnabel (realizado na França).
Melhor roteiro: "Auf der Anderen Seite" (Do outro lado), do turco-alemão Fatih Akin.
Prêmio especial do 60º aniversário: "Paranoid Park", do americano Gus Van Sant.
Palma de Ouro de curta-metragem: "Ver Llover", da mexicana Elisa Miller.
Câmera de Ouro (para longa de estréia): "As Medusas", dos israelenses Etgar Keret e Shira Geffen..
eu sei que é inverno, mas no mundo do cinema a palavra Verão, ou Summer (Samarn) na lingua dos dólares, é sinonimo de blockbuster desde que Spielberg pôs um tubarão atacando criancinhas no mar e George Lucas põs um vaqueiro de um passado distante no espaço. Mas o que me vem introgando nestas últimas semanas é a quantidade de possíveis campeões de bilheteria que vêm por aí nos próximos 2 meses. Incrível, uns 300% mais do que ano passado. E em meio a tantos lançamentos, me pergunto: Qual vai ser o de maior bilheteria do ano? Siga a partir deste fim de semana a saga das bilheterias das maiores produções do ano e minha expectativa:
04/05 HOMEM-ARANHA 3
atual: 336 mi (#1) expectativa: 350 mi(#1) A franquia do Homem-Aranha é uma das mais fortes da história. Ela abre a temporada com um filmão que o trouxe até aqui. Normalmente dá certo, veja X-Men. Qualidade: *** (análise)
18/05 Shrek 3
atual: 321 mi (#2) expectativa: 280 mi(#3) A franquia de Shrek foi muito forte, mas acho que eles estão sonhando quando pensam em ir até Shrek 5 ou Shrek 6 (!). Este filme vai ser forte, mas vai enfraquecer em relação ao resto. Nota: TBA
25/05 Piratas III
atual: 307 mi (#3) expectativa: 300 mi(#2) Irresistível aventura, e o final de uma saga (apesar de dizerem que mais podem estar a caminho). Sequência do maior filme de bilheteria do ano passado, ainda fresco na cabeça (o que pode ser desvantagem, ja que ele não foi tão bom?) Qualidade: *** (análise)
08/06 Ocean's Thirteen
atual: 116 mi (#16) expectativa: 170 mi(#11) As franquias tão que tão. Mas chega de acrescentar membros a equipe, mesmo que ele seja o lendário Al Pacino. Nota: TBA
Hostel: Parte II
atual: 17 mi (#X) expectativa: 180 mi(#10) Mais forte que o primeiro, em cenas e bilheteria. Nota: TBA
15/06 Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado
atual: 130 mi (#10) expectativa: 160 mi(#12) É... eles ainda tentam? Mas acho que um bocado de gente não vai ter nada para fazer e um bocado de gente vai querer ver O Surfista Prateado. Nota: TBA
22/06 Evan Almight (Todo Poderoso II) atual: 98 mi (#13) expectativa: 220 mi(#6) Dizem que o orçamento de produção deste é MONSTRUOSO. Eles devem estar investindo em algo potente, mais conhecido como Adultos e Crianças. Nota: TBA
29/06 Ratatouille
atual: 196 mi (#6) expectativa: 140 mi(#14) Sei que vai ser o melhor filme de animação da temporada, mas em bilheteria não vai ser um Shrek, mas também não um Surfer's Up. Nota: TBA
Duro de Matar 4 atual: 132 mi (#9) expectativa: 190 mi(#9) Mais uma franquia do durão? bom com o nacionalismo americano a flor de pele vilões é que não faltam. Bom para os negócios péssimo para o cinema. Nota: TBA
06/07 Transformers
atual: 306 (#4) expectativa: 240 mi(#5) O que esperar de mais uma Michael Bay. Diretor de pérolas como "A Ilha" e "Pearl Habour"? Se uma coisa é certa: blockbuster. E se Spielberg esta envolvido: diversão. Pode até ser a maior bilheteria do ano, se não tratar a audiência como os moradores da tal ilha. Nota: TBA
11/07 Harry Potter e a Ordem de Fênix atual: 278 (#5) expectativa: 210 mi(#7) É inegável o poder de vendas do fenômeno, em todos os níveis. A tendência é efriar até um fim arrasador com o último capítulo, que, falando nele, deve ajudar na bilheeteria dessa aqui. O diretor pode não ser conhecido, mas o timming é perfeito. Nota: TBA
20/07 Hairspray atual: 100 (#12) expectativa: 145 mi(#13) Não prevejo sucesso arrasador, mas um bom número e uma boa diversão. O trailer parece bem ... bem ... diferente. Nota: TBA
27/07 Simpsons: O Filme atual: 165(#7) expectativa: 250 mi(#4) Well, Welll. Como o cidadão Kane tem seu rosebud, Hommer tem seu dounnut. Nota: TBA
03/08 Ultimato Bourne atual: 163 (#8) expectativa: 220 mi(#6) Acredito que deve ser mais um belo sucesso da série, tem tudo para dar certo. Nota: TBA
10/08 Hora do Rush 3 atual: 88 (#14) expectativa: 130 mi(#15) Fraco, mas a galera gosta. Nota: TBA
Stardust atual: 19 (#15) expectativa: 200 mi(#8) Algo me diz que podemos ter uma bela supresa. Oq vc acha? Nota: TBA
17/08 The Invasion atual: TBA expectativa: 90 mi (#16) Se notícias da sala de edição são para serem levadas a sério, temos um belo fracasso nas mãos. Nota: TBA
Eu me lembro bem, era final do ano 2000, começo do ano 2001. Ainda estava passando da oitava série para o primeiro colegial. Foi naquele verão que, ao viajar com a família, senti o prazer de ler pela primeira vez. Não, não foi O Senhor dos Aneis, foram os Harry Potters mesmo (que começava sua curta escalada para o sucesso). Mas o fato foi o seguinte, o fascínio pelo Harry me fez procurar informações na emergente internet, e óbvio (para mim hoje em dia), qualquer fenômeno de fantasia é inevitavelemte comparado ao clássico de J.R. Tolkien. Duas grandes produções de Hollywood sobre fantasia sendo lançadas no mesmo ano. Uma coisa levou a outra.
Para parar as comparações por aqui, uma produção (Harry) era anciosamente aguardada vinda de um novo fênomeno literário, a outra (SDA) era temariamente aguardada vinda de um clássico considerado como infilmável, dado a densidade da narrativa. Foi este a primeira imagem que tive de SDA na minha vida:
Brilhante peça de incentivo. Me pegou mais que Harry. E claro, fui atrás dos livros antes do lançamento. Alguem também chegou a comprar os três em unidades separadas (A Sociedade do Anel, As Duas Torres e O Retorno do Rei) enquanto ainda não estavam associadas a esses filmes? lembramn? eram assim as capas:
Bom, junto com "O Senhor das Moscas" (que li anos mais tarde) foi para mim como uma dose de heroína critiva na veia. Se alguem jamais leu os livros, leia, são densos mas as melhores obras que li na vida. Pelo que me lembro os filmes, nessa virada de 2000 para 2001, estavam sofrendo diversas criticas de fãs temerosos, sessões de bate e papo com atores e criadores estavam sendo realizadas para acalmar os animos e de poco em poco imagens e previews dos filmes iam sendo mostrados de forma reduzida. Mas em Feverereiro de 2001 o marketing entrou em ação, surgiu o site "não ofcial" www.theonering.net (ativo até hoje) e o primeiro teaser poster foi lançado:
Mas oq lançou o boca-a-boca que foi se construindo até dezembro/janeiro foi uma amostra de 20min no festoval de Cannes daquele ano. Palavras como "grandioso" "estupendo" "intenso" e "só nos resta aguardar" vazaram pelos poucos que estiveram nesse inovadora sessão "preview" seguida de uma festa decorativa. O que nós, meros mortais, conseguimos ver foram imagens do primeiro teaser oficial da triologia... que ia assim...
Livro vai. livro vêm. completei a triologia antes do segundo semestre. a tempo de esplhar o "buzz" para amigos e familiares (coisa que muita gente fez pelo mundo, pelo jeito). E aguardar o primeiro trailer oficial de "A Sociedade do Anel". E ele veio....
É estranho pensar como os maiores eventos ocorrem sem tanta expectativa. Titanic, o maior evento dos anos 90 (Pulp Fiction artisticamente) estavam sendo vistos com descaso antes do lançamento. Assim como um projeto alucinado de filmar 3 épicos simultaneamente e correr o risco de perder 300 milhões de dólares investidos inicialmente. É muito risco, e muito peso nas costas de uma equipe de produção "inciante". Este primeiro trailer, por exemplo, não causou o impacto desejado. Os fãs adoraram ver as imagens pela primeira vez, revisando o trailer frame por frame no site theonering.net, mas o resto o mundo... Daí que, sem querer, no intervalo do VMA (MTV) americano vêm um spot de TV com imagens novíssimas e ritmo, esse sim, digno do filme que estava por vir.
"THE LEGEND COMES TO LIFE" este primeiro spot de TV disse tudo o que tinha para dizer. Tudo o que seria expandido no trailer final e esperariamos pouco mais de 2 meses para ver descortinar na tela grande....
E o resto é história. Volte para cima e veja os spots de TV que mantiveram a onda "Sociedade do Anel" por três meses de sucesso nas telas de cinema. Ninguém esperava por nada tão miraculoso na tela grande. Filmes de fantasia até "O Senhor dos Aneis: A Sociedade do Anel" eram coisa de criança, "Harry Potter" um mês antes tinha sido uma grande decepção (não em bilheteria) por sua infantilidade, e na estreua de SDA ele cresceu em comparação. Lembro bem que na corrida pelo oscar "Senhor..." não estava nem em cogitação até o dia 19 de Dezembro, sua estréia e quando recebeu o aval de 4 indicações ao globo de Ouro. A porteira estava aberta: os criticos amaram, os fãs amaram, os cineastas da academia amaram (13 indicações) e, principalmente, o público amou: 871 milhões de dólares mundialmente. E assim, o filme que deveria ter ganhado o Oscar aquele ano, marcou sua assinatura na história. Mas isso não era nada comparado com o escopo de triologia que estava ainda por vir...
Não lembro exatamente o entusiasmo do ano de 2002 porque, veja bem, é o meio do bolo todo. Sei que todo mundo ficou louco por "A Sociedade do Anel" e mal podiam esperar por qualquer imagem que fosse de "As Duas Torres". A pergunta no ar era a seguinte: será que eles vão conseguir manter? Sequências, até aquele momento, eram sinônimo de fracaso, mas estes filmes não eram qualquer sequência, eles eram uma trilogia, de verdade, com todos os filmes ja filmados antes do lançamento do primeiro. Era muita visão... e o primeiro sneaky peak veio do no DVD da versão extendida. E depois um teaser, visto hoje como "mais ou menos", mas na época foi uma sensação. Mas só nos estava esperar pelo fracaso no dia 18 de dezembro de 2002, e o que veio foi isso:
Alguem lembra o entusiástico começo da câmera seguindo gandalf Moria a baixo? Que tesão... e o ataque dos cavaleiros de Rohrin contra o sol? E o ataque dos Ents a fortaleza de Ortanc? Não fui só eu que foi pego de jeito. 2 indicações ao Globo de Ouro, 8 ao Oscar (se não me engano...) e 926 milhões de dólares mundialmente, na época a terceira maior bilheteria de todos os tempos. E o fenômeno tinha um nome dessa vez? Gollum. O perturbado perseguidor do anel, a mais bem feita criatura digital até o momento e o a melhor atuação do filme. Teve até gente querendo uma indicação para ele. Foi mesmo um choque, dos bons. O filme para mim é o pior da trilogia, mas ainda assim muito bom. Quando veio aquele logo da New Line não sabia oq esperar, quando veio os créditos e a subida do morro de Mordor no final, sabia, e o mundo inteiro tambem, o quanto esperar de "O Senhor dos Aneis: O Retorno do Rei".
E sim, o ano de 2003 foi a conclusão da triologia. Tem muito o que falar de "O Retorno do Rei" além do que ja foi escrito?. Acho que o melhor reconhecimento para este filme, a despeito dos seus 11 prêmios Oscar (todos a que concorreu no ano), recorde junto com "Titanic" e "Ben-Hur", é a sua bilheteria, 1,3 bilhões de dólares. A segunda maior arredação de todos os tempos, atrás apenas de Titanic (1,8 bilhões) e o segundo filme da história a passa a marca de 1 bi. Interessante falar isso, porque os dois eram projetos fadados ao fracasso no começo, dois dois filmes de mais de 3 horas de duração (!), e os dois história de "fantasia" e "romance" Isso prova uma coisa, que as pessoas não ligam para regras de pesquisa, um bom filme é um bom filme. O ano de 2003 foi realmente só uma "espera" por Dezembro. Lembro bem que só um trailer foi lançado, nem teaser precisou. e que TODOS os prêmios de critica e academias foram para coroar a triologia. como disse Spielberg ao entregar o oscar de melhor filme: "It's a clean sweep, The Lord of the Rings: The Return of the King". Uma trilogia que fez história.
O filme realmente é bem longo no final, com vários flashes. mas sempre fui defensor dessa "despedida", pô, vimos 9 horas de uma obra, o que são 20min de final? para fechar todas as narrativas?. No ano, o filme mais revolucionário e novo que vi foi o maravilhoso "Dogville", mas não tive como não reconhecer a grandeza de um final em grande estilo. Do maior evento cinematografico que acompanhei em vida. Uma história pessoal: eu levando meu novo irmão (10 anos na época) para ver um longo filme de 3 horas com legenda. ele adorava a trilogia ja. e queria ver o final da saga do pequeno "frodo". E la estava ele, se esgueirando sozinho pelas montanhas de Mordor, com Shellub (a aranha) o seguindo silenciosamente, esperando o momento certo do ataque mortal. Meu irmão não teve dúvidas, ele precisa avisar frodo do perigo, e o avisou, em voz alta no cinema: "não, não, olha pra trás!" e ao supreendende golpe um grito: "Não". Ele levou ao cinema abaixo, todos riram e adoraram, todos estavam no mundo "Senhor dos Aneis", todos sabiam que o jovem menino estava sentindo na pele o poder transformador do cinema....
Ok. vou ser sincero com vocês, "O Cheiro do Ralo" não é um filme perfeito. Longe disso. Ele têm muitos defeitos, que vão da narrativa, da montagem ao roteiro, mas um coisa têm que se admirar, fazer um filme com explendoroso visual por R$300mil é um trabalho de Hercules. Palmas para os produtores. O tema também é bastante "humano", apesar de não ser o lado mais mais bonito da humanidade, e sim o lado escuro, estragado, mal-cheiroso, coisas de Lourenço Mutarelli. Carotnista brasileiro de grande reconhecimento no meio, fenômeno de adapatação que iga-se de passagem ocorrou nos EUA também, com os maravilhoso quadrinhos de Frank Miller, "Sin City" e "300", filmes de belos visuais. Admito que só peguei o filme na segunda vista, quando deixei de lado os preceitos de cinema tradicional e me deixei levar pela história, pelos defeitos, e pela jocoziadade quase "hermes e renato". Selton da uma bela atuação, mais uma vez, e o elenco coadjuvante esta repleto de perolas, e cameos. É um dos mais bem produzidos filmeas nacionais de todos os tempos, que desce o morro, sai do campo, joga agua no sertão e conta a história de um personagem urbano, classe média, louco. Faço minhas as visões do cineastas e colunista Arnaldo Jabor a respeito:
"Saio do cinema desamparado. Esta é a palavra: desamparado. Fui ver o filme “O Cheiro do Ralo” escrito por Lourenço Mutarelli, Marçal Aquino e dirigido por Heitor Dhalia, protagonizado pelo Selton Mello e fiquei assim.
Pareceu-me que houve uma conjunção rara entre os autores – entre os quais, Selton Mello – que talvez tenha ido além deles mesmos. O filme se fez também sozinho. A diversidade dos atores, o acúmulo de situações trágicas, cômicas e perversas geraram um algo que costumamos chamar de “obra-prima”. (“Veja” deu-lhe três estrelas e classifica-o como “drama de humor negro”).
Mas este filme é muito mais complexo. Cinco estrelas? Como explicá-lo “psicologicamente”? Ou “psiquiatricamente”? Saio do cinema sem saber. Que deseja este filme? Pensei em Kafka, em Pinter, em Bukowski, sei lá em quem, e fico com medo de julgar por baixo ou por cima. Enredo? Estorinha?
Bem, Selton é um comprador de relíquias e bugigangas que despreza e humilha os clientes miseráveis que tentam se salvar vendendo alguma coisa, e nutre duas obsessões: a bunda de uma garçonete de botequim e um olho de vidro que comprou.
Há um ralo no banheiro ao fundo que exala um cheiro horrendo que ele cultiva como uma fonte de vida. Tudo se passa em meio a uma cenografia baldia, entre muros pichados e paredes descascadas. Uma alegoria minimalista do nojo do que se passa no país.
A cara mais suja de São Paulo nos olha da tela.Terá algum sentido dizer que o filme é “importante”, útil para entender o Brasil, como dissemos diante de “Cidade de Deus”, por exemplo? Tem sentido buscar sentido numa obra que não pretende se explicar? O filme quer nos “conscientizar”? Claro que não.
O filme não “cabe”; é inclassificável ou desclassificado. Será um “retrato de nossa situação psíquica dentro da esquizofrenia do capitalismo?” Ora...Saio pela Avenida Paulista, louco para chegar em casa como para me proteger. Na rua, com milhares de pessoas passando de todos os lados, parecia-me que as via pela primeira vez. Senti, digamos, que há uma feiúra (não é a palavra), há talvez uma escrotidão urbana assumida nas roupas, nas caras, nos gestos, há uma poluição existencial incorporada para sempre, uma tragédia ignóbil, pobre, muda, que eu acabara de ver no filme.
Volto a me perguntar: que deseja esse filme? Provar alguma coisa? Ele é “crítica” ou “produto”? É um filme personagem de si mesmo? Talvez... Que queria Kafka denunciar na “Metamorfose”? Nada. Queria existir na sua realidade paralela.
Este filme aponta para o mistério inquietante que a verdadeira obra de arte tem de ter. Não parte de idéias, mas de traumas, de medos, de pesadelos. Encontrar as idéias será tarefa para ensaístas.
No entanto, algumas certezas o filme me trouxe, (todas do lado do “não”): a primeira é que o “cheiro do ralo” está definitivamente instalado no presente e no futuro que nos espera no país, que não há reforma social ou psíquica que tape mais esse buraco, que não há conserto para o rumo em que as coisas vão e quando digo “coisas” são as “coisas” mesmo, a fumaça, o lixo urbano, a falta de dinheiro, a impossibilidade de governar, a estupidez, o crime imbatível, o horror instalado.
Não é que o filme “condene” essas realidades como errôneas, ou “desvios”; não – o filme não denuncia, nem é melancólico ou “pessimista”.
O filme abdica de qualquer esperança “sensata”, mas não é desesperado; ele apenas ri e chora por uma vida inevitável, já instalada no dia a dia do país, que a elite bocal não quer ver e românticos e acadêmicos também não.
O cheiro do ralo é nosso oxigênio atual e talvez precisemos gostar desse odor, pois viveremos com ele para sempre.Nosso país vai se dividir entre os que conseguirão escapar dessa tragédia parda, suja que já está aí e ignorar o cheiro do ralo e os que terão de se adaptar a ele. E falo de um cheiro dentro de nós, não do lado de fora. E também não falo de miséria, não. Esta é eterna e apodrecerá para sempre, pois ninguém fará nada contra ela.
Estou falando dos homens comuns urbanos. Miséria existencial? Talvez, se comparada a nossos ideais iluministas do “bom” e do “sadio”.Penso também que, na ausência de um sentido “geral” do filme, há milhares de sub-sentidos nos gestos dos atores, nas roupas, nos comportamentos dos tipos e personagens que denotam uma nova moral, um novo sexo, um novo (a palavra “novo” se aplica?) amor, uma solidão assimilada.
“Madame Satã” tem um pouco disso, “Cidade Baixa” também. De qualquer forma, surgiu um novo cinema aí, melhor dizendo, alguns pontos luminosos apareceram recentemente. Este é um dos mais fortes.
Outra coisa espantosa (sem falar no baixo custo do filme) é que os atores agem como “autores” também. Cada ator traz um drama pessoal estampado na cara, traços biográficos que nos são ofertados cruamente.
Aliás, onde se escondem esses atores geniais, longe da TV e do teatro careta? Com exceção do próprio Mutarelli, de Alice Braga, Paula Braun, e Suzana Alves, há tribos de talentosíssimos anônimos na periferia artística de SP e Rio.Esse filme me fez lembrar de um filme fundamental de 68 (ano do AI-5 e nascimento da personagem de Selton) – o “Bandido da Luz Vermelha”, que adivinhou, profetizou a avacalhação em que vivemos hoje, quase quarenta anos depois. E Sganzerla sacou isso, desconfiado do heróico e ridículo suicídio da guerrilha urbana que se iniciava.
“O cheiro do ralo”, para além dos petismos, tucanismos e lulismos, também parece prenunciar o que seremos daqui a alguns anos. Os filmes do cinema novo continham uma esperança histórica. Agora, eu diria que há uma tragédia conformada.Apesar de nada mais ter importância (bons tempos em que “Terra em Transe” mexia na cultura brasileira...) este filme é muito importante sim; mostra que, daqui para frente, talvez precisemos aceitar o cheiro do ralo para respirar."
Uma rara cena de backstage que foi preservada. Sabe aqueles documentários em que os atores elogiam sem eufemismo qualquer o "brilhantismo" do diretor, o talento dos co-atores e etc.? Bom, uma notícia para vcs, dia-a-dia no set não é bem assim... Aqui esta uma Lily Tomlin quebrando tudo em uma cena de "I Love Huckabees". Se vc é amante do filme, talvez não queira estragar suas lembranças...
Ok. Ok. tem gente que ja ta perdida nas versões de "Blade Runner" que estão por aí. A questão é a seguinte: quando o filme foi lançado em 1982 ele não foi mostrado do jeito que Ridley Scott pretendia (principalmente o final e a trilha sonora). O Filme cult que todo mundo aprecia é a "versão do diretor", apesar de a versão original ter causado o impacto. Mas agora isso?
Alexandre - Versão Original
Alexandre - Versão do Diretor
(que na verdade é a versão do "estudio" queiram saber. Eles ferraram o filme uma vez, e nesse segundo DVD suavizaram as conotações homosexuais. Que, realmente, eram mal feitas e dirigidas no original. Por isso é uma versão mais curta. Nunca vi e não pretendo.)
e agora... Alexandre - The Final Cut (Original Uncut)
(a real versão de Scott antes dos testes de audiência e do dedo do estudio. 50min mais longa e, dizem, com ordem cronológica dos eventos bem diferente e que faz mais sentido. Batalhas mais intensas. Romances e Arcos Dramaticos mais concretos. Não sei de você, mas pretendo ver, ja que achei "Alexandre" original um bom filme de 2004).
Mas no fim eles só querem mais dinheiro de você, portanto, vá ao cinema e largue o DVD. Todo mundo sai mais feliz.
O Futuro é incerto, não sabemos o que podemos encontrar no fim do tunel, sendo você lider, comum, criança ou sociedade o cinema de 2006 foi marcado por essa nossa insegurança em relação ao futuro e assim nos presenteou com filmes mais do que políticos, trouxe filmes que marcaram essa decadência da humanidade moderna. Seja no começo dela, nos dias que antecendem a revolução francessa de "Marie Antoniette", ou nos melancolicos e ultimos dias do ser humano como espécie de "Children of Men" a questão principal é essa: Não sabemos de nada. E como nos filmes esse ano somos obrigados a fazer escolhas com cartas fechadas, sem saber se estamos em direção ao abismo ou a salvação. Mas o ano de 2006 não foi apenas marcado por mensagens negativas. Começando pelo reporter sem limires "Borat". Ja "Little Miss Sunshine" provou mais uma vez que quando você olha profundamente para uma família não se vê apenas disfuncionalidade mas também diversão. Um dos melhores elencos funcionais do ano "Sunshine" esta arrebatando diversos premios pela sua honestidade e leveza (melhora na segunda vista). Falando em honestidade que tal o belo "O Ano em que Meus pais sairam de Férias" que assim como "A Vida é bela" conseguiu tratar levemente um tema bastante sombrio e agora faz seu caminho para o Festival de Berlim. Sim, Sim senhores esse ano foi uma maravilha para o cinema brasileiro, conseguimos, como artistas, mostrar nossa diversidade e assinatura. Além de "Ano" tivemos o inusitado e muito muito bem atuado "A Maquina" logo no comecinho e o maravilhoso "O Céu de Suely", com uma atuação powerhouse de Hermilia Guedes, um roteiro contudente e uma direção que não podia ser melhor. Palmas para o cinema nacional. Um ano bastante prolífero para as visões infantis, que ainda incluiu o merecidamente aclamado "Labrinto do Fauno" (como sofri por deixar ele de fora do meu Top 10), uma obra madura ao mesmo tempo que fantasia como poucas na história do cinema. Para a rapasiada de menos de 1,50 ainda tivemos "A Casa Monstro" que mostra que bom cinema e animação podem caminhar juntas e fazer um filme engraçado também para menores de 12 anos. Neste ano de desilusões nossos ilusinistas fizeram bem, tivemos o bom e hononimo "O Ilusionista"(com um dos melhores pares romanticos do ano) e o intricado e fantastico "O Grande Truque" que prova que o verdadeiro mago em narrativa é mesmo Chris Nolan (esperemos pelo Batman agora). Num ano como esse tivemos blockbusters como o inferior "Piratas 2" e o mediocre "Código da Vinci" passando pelo até supreendente "O Diabo Veste Prada" (muito bem atuado e ritmado) e o "graças a deus que é até bom" "Superman Returns". Tivemos independentes aclmados como "Half Nelson" ,que tem como trunfo o fantastico Ryan Gonling como um professor drogado, atuando ao lado da não menos inferior Shakeela, e a abrodagem real e adultado do 11 de setembro de "United 93". Não podemos nos esquecer do engraçado "Clerks II" (uma bela continuação para o classico original) e do quase-almodovariano espanhol "Azulscurocasinegro" (uma das boas surpresas da mostra). Tivemos os visuais arrasadores, associados a filmes muito bons, de "Curse of the Golden Flower"; "Apocalipto" e "A Fonte da Vida" (The Fountain) com filmes que junataram os dois e e inovações de narrativa como o muito bem atuado e conduzido "Last King of Scotland". Enfim.... muitos e muitos filmes que deveriam ser lembrados. cheque minhas "analises para 2006". De todos esses alguns realmente fazem parte de um canto especial, mas não conseguiram os 10 melhores espaços... eles são:
Os três abaixo transitaram uma hora ou outra no meu Top 10, mas como só há lugar para 10 nele resolvi honra-los com classificação também:
13# Admiração Mutua
Um filme despresunçoso, dificil de ver, mas adorável no final. Ele prova que uma história é irrelevante quanto se tem pesonagens fortes, música e estilo visual.
12# Letters from Iwo Jima/ Flag of our Fathers
Pela ousada visão de um diretor que não para de produzir joias no final da vida. Muita gente odeia ele por isso (?!), ja eu aproveito cada obra que ele faz. Leia a critica.
11# The Queen
"The Queen" foi uma revelação. Originalmente planejada como uma triologia de especiais para a TV acabamos recebendo a segunda parte como um belo filme que consegue misturar drama político com fina comédia, é Stephen Frears né combinando com Helen Mirren para nos trazer um retrato em movimento sobre líderes no mundo moderno.
Em uma recente visita que fiz a terra do cinema (Hollywood-l.A.) essa questão me veio a cabeça. "Por que não fazem mais filmes como antigamente ?" A dúvida, claro, nunca foi por merito de qualidade, uma vez que há filmes excelentes hoje em dia, e sim de simples e pura grandeza. O que ocoore com uma Hollywood que não é a antiga Hollywood?
É interessante ver isso hoje em dia. O movimento "indie" (ou seja, menos de 30 milhões de dólares de orçamento ou filmes não-americanos) é o que produz os filmes de melhor qualidade artistica mas eles não conseguem vender ilusão. Esse termo tão mitico como o "star system" é a base de Hollywood e é o melhor que o dinheiro deles pode comprar e... hoje em dia... não... compra. O que aconteceu com os corajosos que ergueram um teatro com peças originais chinesas, colocaram um sinal gigantesco em uma montanha e se denominaram donos do mundo?. Cadê a coragem de ao menos criar sets gigantescos como de "Cabiria" e cenas de punho herculanas como de "Nascimento de uma Nação" ou "Lawrence da Arabia"? Como disse antes, repito agora, não é uma discussão de "qualidade" uma vez que há pequenos filmes antigos que são as bases do cinema de hoje. Mas cadê a magia? Sim, tudo hoje é digitalizado, com orçamentos grandes mas produções pequenas. Temos alguns filmes grandes esta decada que me veem a cabeça como Piratas, O Senhor dos Aneis que percorreram meio mundo atrás de de locações, criaram sets no "backstage" e que também usaram de técnicas computadorizadas por que realmente precisavam. Mas nenhum filme tem a marca de "hollyood classico" nos anos 00 como o filme Moulin Rouge. A linguagem pode ser moderna mas o espirito de produção é o do romantico classico.
Enredo a parte, tudo aquilo que você vê na tela foi construído, ironicamente os belos sets vencedores do oscar que deveriam ter sido preservados para a posteridade foram derrubados na fox para dar lugar para as telas azuis de "StarWars Episódio II". Moulin Rouge, não se enganem, foi o filme que fez de Nicole Kidman a maior estrela de Hollywood que ela é hoje. E fez isso em uma cena que tem tudo que as grandes estrelas classicas tinham. Traduzindo uma postagem do the film experience. A cena é a primeira que vemos Satine no grande saloon do Moulin Rouge:
"...a purpurina começa a cair. Apertem os cintos gente, Nicole Kidman esta para se tornar lendária. Você não vai querer perder isso.
Satine -- O Diamante
O que se segue é uma daquelas cenas de tirar o folego que qualquer atriz corojosa e ambiciosa o bastante mataria para estrelar. Pensa só: uma produção multi-milonaria esta a todo o vapor e centenas de artistas que são excelentes no que fazem tem uma tarefa e ela somente. Eles estão la para fazerem a atriz o mais sensacinal possível. Eles estão la para venderem para a audiencia a lenda do personagem e ao fazer isso criarem uma nova -- ela. O medley "Diamonds are a Girl's Best Friend / Material Girl" que Nicole Kidman interpreta é um grande risco. Baz Luhrmann esta jogando dois icones colossais do século 20 (Marilyn Monroe e Madonna) na sua frente e pedindo para esquece-las: Apaixone-se loucamente por "essa" mulher, essa ruiva.
Para asssegurarem suas apostas eles usam de todas as técnicas cinematograficas possíveis de ampliar a presença de cena dela. Hoje sabemos que Nicole é capaz se fazer oq quiser magnificamente, mas em 2001 ainda não tinhamos essa noção. Por isso os cineastas não falham com ela. O talentoso fotografo Donald McApline banha ela com tanta luz que não podemos mais classificar ela como caucassiana ela deve ser... bem... branca. Literalmente. Ela brilha como um foco autoerotico. Junte mais o vestido brilhante, uma galera no delírio, e uma posicionamento brilhante (note como ela esta sendo sempre levantada pela multidão, e quando esta no chão a camera normalmente a vê de cima para baixo, com ela saudando os "suditos") e aí sim você vai entender a letra de outros musicais:
" Give them an act with lots of flash in it And the reaction will be passionate.
Razzle Dazzle 'em and they'll make you a star!"
A aposta do starsystem é paga. Nicole Kidman dispara como um foguete no despertar do filme. Lembra-se da famosa frase de Norma Desmond em "Crepusculo dos Deuses? "I'm still big. It's the pictures that got small" Hollywood deveria te-la levado mais a sério."
Steve Jobs revelou, em junho o mundo poderar comprar a nova revolução da Apple Inc. (novo nome da antiga Apple Computers): o Iphone. O que ele tem? além de operar com GSM, podendo ligar para seus amigos cadastadros e não. Ele funciona somente a toque de mão, sincroniza tudo com o Itunes e possui todas as funções de Ipod (4GB), então toca musicas, passa filmes, ve fotos e interrompe tudo isso somente ao fazer o movimento de atender o telefone, levando-o a orelha. Através de Wirelles e Bluetoth ele também navega na internet com o navegador padrão da Apple Safari, permite conversa em ichat através de SMS (armazenando a sequência de respostas) e trabalha em parceria com o Google Earth para te localizar em qualquer ponto do globo e fornecer mapas. Ufa.
Eu ando escrevendo sobre essa década no cinema e entrernimento agora mas têm gente que ja vêm olhando pra ela há muito mais tempo, afinal só comecei em 06 (uma certa defasagem). Nathaniel Rogers do "The film experience" sempre prepara uma olhada e crítica legal em relação ao cinema. Um tanto exagerado, é possível, mas ele é um baita fã de cinema e conhece e ama sobre oq escreve, por prazer somente. E neste "meio tempo" ele ja deu uma olhada em direção a reta final e preparou uma lista não de 10, mas 100 atores e atrizes que estão "melhor na fita" e caminham para se tornarem lendas em 2010. Copilo aqui os 10+, uma boa forma de começar 2007. Quem quiser chegar mais acesse o link.
10- George Clooney 9- Christian Bale 8- Daniel Craig 7- Peter Sarsgaard 6- Clive Owen 5- Johnny Deep 4- Tony Leung 3- Ewan McGregor 2- Gael Garcia Bernal
E 2007 começa. É claro, os melhores filmes estarão concentrados no segundo semestre somente, e o ano de 2006, na prática, só termina em fevereiro-março no Brasil quando os oscarizaveis estreiam de forma um tanto atrasada em nossa terrinha. Mas com o intuito de dar um gostinho para o ano que esta nascendo preparei uma lista com os 10 filmes mais esperados por mim este ano. Com certeza irei deparar com novos filmes que quero ver muito pela frente, mas são esses que eu lembro por enquanto...
10- 300 de Zack Snyder (só pelo visual. afinal é a base de qualquer "cinema")
9- Bewoulf de Robert Zemeckis (discipulo de Spielberg sempre, eu sei, mas hoje em dia nenhum outro diretor, exceto James Cameron no ano que vêm, puxa a técnica do cinema adiante como ele. Uma obra nórdica clássica ao olhar do século XXI, é ver para crer).
8- Youth Without Youth de Francis Ford Copolla (Copolla is back. E não há nada que eu possa fazer do que esperar por um sucesso. por favor.)
7- Sweeney Tood de Tim Burton (Tim Burton + Musical + Johnny Deep (sempre) + a esposa dele = Sweeney Todd)
5- No Country for Old Man de Ethan Coen Joel Coen (falando em Western. Que tal um dos irmãos Coen?)
4- Homem-Aranha 3 de Sam Raimi (como disse em 2004, se a série mantesse o ritmo o terceiro episódio poderia ser algo como... "o melhor filme de 2007").
3- There Will be Blood de Paul Thomas Anderson
(com 3 filmes fenomenais de de autoria própria Anderson volta agora para adapatar um obra sobre a disputa de petróleo no século XIX com Daniel Day-Lewis no elenco).
2- My Blueberry Nights de Wong Kar-Way (pela primeira vez o grande diretor oriental filme em inglê e com um elenco de nomes como Jude Law, David Strathairn ,Tim Roth ,Natalie Portman e Norah Jones, é de se esperar?)
1- I'm Not There de Todd Haynes (ousado diretor em um projeto ousado sobre a vida de Bob Dylan, interpretado por ninguem menos que Heath Ledger, Richard Gere, Christian Bale e Cate Blanchett, sim, todos eles, um em cada fase da vida da lenda do folk-rock, oq esperar? não sei... masl algo novo... bem novo...).
MAIS FILMES FAZENDO OQ SABEM FAZER: - Ratatouille (mais uma obra fantastica da Pixar?) - Harry Potter e a Ordem da Fenix (mais um da saga que cada vez fica melhor) - Piratas do Caribe III (esperando fechar com chave de ouro) - Simpsons: O Fime (talvez... talvez... a melhor animação do ano) - Zodiac (David "Seven" Fincher no genero que ele criou e faz bem) - O Ultimato Bourne (Paul Greengras tem um desafio agora com o novo Bond) - Rescue Dawn (o novo de Werner Herzog) - The Golden Age (a continuação de "Elizabete" que eu tanto gosto) - Sicko (um documentario estrelando Michael Moore) - Sin City 2 (...) - Shrek Terceiro (...)
Bom la sei vai 2006, um ano mediocre pessoalmente e um bom ano para o cinema. É engraçado, vejo muitas pessoas (na maioria criticos ou blogueiros conceituados) dizendo que este foi mais um ano falho para a sétima arte. Eu discordo. E rebato. Sei que é muito dificil analisar algo ainda tão próximo de nosso realidade, mas realmente poucos "memoráveis" saem a cada ano e só um fator determina aqueles que irão se manter: o tempo. um ano desfavorável? bem... recomendo cautela. A geração internet é muito imediatista e acaba pagando o alto preço da superficialidade por isso. Esta década até vimos filmes amadurecerem e que certamente serão lembrados: O Senhor dos Aneis, Dogville, Kill Bill (e a noiva), Econtros e Dessencontros, Cidade de Deus, Brokeback Mountain, Homem Aranha, Shrek, Closer, até mesmo a Piratas do Caribe... muitos deles não foram blockbusters imediatos, cresceram com o tempo, foram se fundindo na cultura. Bom, oq tava falando mesmo? ah... 2006 se foi... enfim: muitos premios ja estão sendo divulgados, mas como não sou nenhum "insider" desse mundinho ainda há mais de uma dezena de filmes que almejo ver antes de poder escrever uma reflexão final do ano (em outras palavras meu Top 10 de 2006). Esperem... prometo revelar o maior premio do cinema antes do segundo colocado: o oscar. Os filmes que são:
Maria Antonieta Rosso Como el Cielo Stranger than Fiction Flag of our Fathers Letters from Iwo Jimma Little Children Dreamgirls Fast Food Nation A Scanner Darkly Catch a Fire Breaking and Entering Bobby The Last King of Scotland Notes on a Scandal The Painted Veil Venus A Promessa Caminho para Guantanamo A Casa Monstro (legendado) Curse of the Golden Flower The Science of Sleep Inland Empire Fur For Your Consideration Factory Girl Nuovomundo A Estrada O Tigre e a Neve A Promessa Three Times Army of Shadows The Life of Others Summer Palace ... e por aí vai... se alguem puder me ajudar... Bom 2007 por aí! (ao menos melhor que 2006... hehe)
Vi o filme-palestra do Al Gore na mostra e posso dizer: o filme não é nada demais mas a mensagem é importantissima. E no final do documentário Gore, com uma musica original que deve concorrer ao oscar esse ano, dá dicas do dia-a-dia de como melhorar o futuro (porque reverter não dá) e uma delas é "passe a mensagem do filme adiante e peça para as pessoas verem". Não, não acredito que seja uma mensagem de marketing para ganhar dinheiro, talvez seja um marketing político de Al Gore para ficar famoso e respeitado. Mas nada disso importa, há boa vontade por tras e uma verdade inconveniente que precisa ser encarada. Não adianta sentar e criticar quem entra ou não no tratado de Kioto, a politica e os governantes são reflexos do povo. O povo muda, tudo muda.
UMA VERDADE INCONVENIENTE (***)
E aqui uma entrevista "irmã" que é até mais chocante e interesante que a palestra de Al Gore:
Semana que vêm tem a recapitulação da Mostra, ou seja, os filmes mais vistos ganham uma ou duas sessões em algumas salas no fim de semana. Mas oq podemos tirar da mostra desse ano? Bom, apesar de ela estar mais pop e lotada (com diversos filmes blockbusters do cenário de arte), ela é o melhor jeito e a forma mais agradável de ver a produção mundial de cinema na terra tupiniquim. No fim, a mostra que um dia ja teve sua fase de cinema iraniano, seguida de cinema asiático, agora toma forma do cinema independente americano. Esses filmes são os mais originais e melhores da mostra. Ele conseguiram absorver o melhor dessas últimas tendências, mais o sabor "arte" europeu, e montar roteiros fantásticos e tratar a direção com a mão leve. Enfim, o maior vencedor é esse novo cinema americano que vêm atrelado a revolução digital de o corte nos custos de produção. Grandes mestres continuam a produzir grandes obras (como Manoel de Oliveira, Martin Scorsese, Pedro Almodóvar), e deixam suas marcas autorais para uma nova geração de cinema que está surgindo. No Brasil a produção nacional está melhor do que nunca, com uma nova geração de diretores criando sucessos e uma nova linguagem nacional (que não está mais atrelada a violência e probreza). Bom aqui estão os filmes que vi na mostra, em ordem alpha-valor:
BABEL (*****) THE DEPARTED (*****) SHORTBUS (*****) VOLVER (*****) ADMIRAÇAO MUTUA (****) AZULOSCUROCASINEGRO (****) O CEU DE SUELY (****) CLERKS II (****) FONTE DA VIDA (****) HALF NELSON (****) O LABIRINTO DO FAUNO (****) A PRAIRE HOME COMPANION (****) SNOW CAKE (****) THE WIND THAT SHAKES THE BARLEY (****) 12:08 A LESTE DE BUCARESTE (***) AMOR DE VERAO (***) ANCHE LIBERO VA BENE (***) O CHEIRO DO RALO (***) COISAS QUE O SOL ESCONDE (***) DIA NOITE, DIA NOITE (***) DIAS DE GLORIA (INDIGENES) (***) HOLLYWOODLAND (***) SUA GRANDE ALMA BRANCA (***) TIME (***) UMA VERDADE INCONVINIENTE (***) CONFIA EM MIM (**) HOLLY (**) MARY (**) STILL LIFE (**) UM LONGO CAMINHO (**) EL COBRADOR (*)
Falando em “vender” filmes. Me lembrei do fenômeno que foi a divulgação por meses do filme “Sankes on a plane” na web e o sucesso que teve. Apenas lançando notícias em sites escolhidos a dedo, como www.aintitcool.com, e em blogs de “geeks” (gíria americana para nerds por trash, ficção cientifica, web, games) o filme, que em ceto momento teve de lutar contra os pré-fãs que queriam manter o nome “snakes…” enquanto o estúdio dizia querer algo mais “formal”, acabou virando sensação “cult” antes mesmo de ser lançado. Pena que quando foi se revelou ser uma merda e nada estiloso. Nem mesmo nas cenas sanguinárias que foram gravadas pós-fenomeno net. Nisso os americanos são bons, vendem bem pra caramba coisas que não são nada. Emfim, mentem com puta trailers, ações e posters que são pequenas obras de arte por sí só. Criam boca-a-boca não natural. Ainda bem que a platéia é um pouco inteligênte e percebem quando estão na frente de um embuste. Se o fenônemo “Snakes” foi pensado para salvar um filme ,que sabiam que sem esse culto em volta não faturaria nem 5 milhões, ou não (eu tenho certeza que foi sim!) não sabemos, mas que ficou no marco dos embustes ficou!
8- Assasination of Jesse James by the Coward Robert Ford, The
7- Zodiac
6- Se, Jie (Lust, Caution)
5- 4 Luni, 3 Saptamâni si 2 Zile
4- No Country for Old Men
3- "Dans Paris" e "Le Chansons d'amour"
2- Santiago
1- There Will Be Blood
MELHORES FILMES DE 2006 por rafinha
10- The Host
9- A Praire Home Companion
8- Laberinto del Fauno, El
7- Marie Antoinnete
6- The Departed
5- Volver
4- The Fountain
3- Shortbus
2- Children of Men
1- Babel
MELHORES FILMES DE 2005 por rafinha
10- Gryzzly Man
9- Goodnight and Goodluck
8- Caché
7- The Squid and the Whale
6- The Constant Gardener
5- Me, You and Everyone We Know
4- Paradise Now
3- Capote
2- History of Violence
1- Brokeback Mountain
MELHORES FILMES DE 2004 por rafinha
10- Closer
9- Before Sunset
8- Sideways
7- Million Dolar Baby
6- Spiderman 2
5- The Aviator
4- The Incredibles
3- The Dreamers
2- Kill Bill Vol. 2
1- Eternal Sunshine of the Spotless Mind
MELHORES FILMES DE 2003 por rafinha
10- The Fog of War
9- Good Bye Lenin!
8- Peter Pan
7- 21 Grams
6- Elephant
5- Kill Bill Vol. 1
4- Invasions Barbares, Les
3- Lost in Translation
2- Dogville
1- Lord of the Rings: The Return of the King
MELHORES FILMES DE 2002 por rafinha
10- Minority Report
9- Far From Heaven
8- Bloody Sunday
7- Lord of the Rings: The Two Towes
6- Bowling for Columbine
5- The Pianist
4- Ying Xiong (Hero)
3- The Hours
2- Habla con Ella
1- Cidade de Deus
MELHORES FILMES DE 2001 por rafinha
10- Mullholand Drive
9- Lavoura Arcaica
8- The Royal Tenenbaums
7- Memento
6- Pianiste, La
5- Monster Inc / Shrek
4- Sen to Chihiro no Kamikakushi (Spirited Away)
3- Y Tu Mama Tambiem
2- Lord of the Rings: The Fellowship of the Ring
1- Moulin Rouge
90'S (MELHORES)
Os Melhores do Ano 2000 por rafinha
10- Gladiator
9- American Psycho
8- Dancer in the Dark
7- Traffic
6- Billy Elliot
5- Requiem for a Dream
4- Almoust Famous
3- Amores Peros
2- Wo Hu Cang Long (O Tigre e o Dragão)
1- Fa Yeung Nin Wa (Amor a Flor da Pele)
Os Melhores de 1999 por rafinha
10- Sixth Sense, The
9- Fight Club
8- The Insider
7- Lola Rennt
6- Election
5- Eyes Wide Shut
4- Magnolia
3- Being John Malkovich
2- American Beauty
1- Todo Sobre Mi Madre
Os Melhores de 1998 por rafinha
10- Rushmore
9- Elizabeth
8- Vita è Bella, La
7- Shakespeare in Love
6- Pi
5- American History X
4- Saving Private Ryan
3- Truman Show, The
2- Central do Brasil
1- Thin Red Line, The